Gonçalo Feio Abre o Coração: "Vou Estar Sempre Grato ao Tondela!"

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O treinador português nem sempre tem a oportunidade de se provar no estrangeiro, mas há alguns nomes que deram os primeiros passos rumo à sua carreira num país diferente de Portugal e que tiveram frutos nesse território.


É o caso de Gonçalo Feio, um jovem técnico de 36 anos que passou por várias funções antes de se tornar treinador principal de uma equipa sénior, e fez quase todo o processo inicial... na Polónia.

Atualmente, o português está sem clube, depois de ter estado no Tondela na reta final da temporada passada, não aceitando o convite para comandar a turma de Viseu na II Liga em 2026/27.

Fique com a primeira parte da entrevista completa do Desporto ao Minuto ao treinador português Gonçalo Feio.

O Gonçalo começou muito cedo a treinar na Polónia. Como é que isso surgiu? Foi uma decisão sua ou foi uma coincidência?

Eu comecei nas escolinhas do Benfica com o professor António Fonte Santa, com o Nuno Maurício, que é agora o Chefe do Departamento de Análise e Observação do Futebol Profissional do Benfica. A Polónia eram para ser apenas seis meses, mas acabaram por ser quase 15 anos. Saí de Portugal à procura de uma oportunidade e acabei por construir um percurso, do qual me orgulho, porque nada me foi dado.

Ir para um país onde não conhecemos ninguém, onde não conhecemos a língua e depois ser capaz de conquistar meta a meta até chegar ao maior clube do país, é algo de que me orgulho. E acho que, acima de tudo, estar fora da zona de conforto faz-nos crescer depressa, obriga-nos a adaptar-nos, a aprender todos os dias de forma muito rápida.

E o objetivo, quando foi para a Polónia, já era ser mesmo treinador de futebol ou não era algo que pensava que ia ser o seu trabalho?

Eu sabia, desde de jovem e também muito influenciado pelo que foi o aparecimento do grande treinador mitólogo, de forma holística, que foi José Mourinho, e quando eu digo isto, falo de ganhar uma metodologia, de comunicar, liderar, treinar, de jogar uma metodologia. Para a minha geração de treinadores foi uma grande inspiração. Desde muito jovem que eu sabia que queria ser treinador e sabia que ia lutar para o ser, porque sempre soube que ia ser treinador.

E foi sempre treinador ou teve outras funções? Foi adjunto aqui de algumas equipas, mas teve outras funções no futebol, além de apenas treinar?

Eu fui treinador de futebol de formação, fui coordenador de futebol de formação, também no Legia Varsóvia, fui treinador principal nesses escalões. Depois cheguei ao futebol profissional como analista. De analista passei a adjunto e essa foi a estação final antes de me tornar treinador principal. Entretanto, também trabalhei como observador de talento. Ou seja, tanto ao nível do que é o futebol, desde a base até ao futebol profissional, acho que passei por todas as etapas e também o leque de responsabilidades que tive pelo caminho foi muito amplo.

Hoje em dia, de uma posição de liderar, de uma posição de gerir recursos humanos, faz-me ter uma imagem muito abrangente do que são as diferentes fases e as diferentes posições dentro do que é um clube e uma equipa técnica.

E isso deu-lhe mais valências para perceber o mundo do futebol como um todo. Mas quando se mudou para o Wisla Cracovia, foi aqui adjunto do espanhol Kiko Ramirez. Via-se, nesse momento, perfilado para ser treinador principal ou mais para adjunto? Era só um passo na caminhada para chegar até ao objetivo?

Sim, eu acredito que cheguei onde cheguei e tenho muitas coisas por fazer ainda, porque em todas as posições que tive, dei sempre o meu máximo em todos os dias. Ou seja, com o Kiko, tanto em Cracóvia como depois na Grécia, eu acho que não era só o treinador adjunto. Eu era treinador adjunto, eu era treinador das bolas paradas, eu era o analista, eu era o scout, ou seja, utilizei competências que fui adquirindo noutras funções também, que me levaram a isso. Se eu sabia que um dia ia dar o salto para treinador principal? Sabia, era essa a minha ambição.

Esteve no Motor Lublin, na terceira divisão polaca e logo na primeira época como treinador principal, acaba por conseguir subir de divisão através dos playoffs. Como é que foi ter esse sentimento de vitória no ano de estreia nestas funções?

O Motor Lublin é uma história curiosa, porque eu, na altura, fui adjunto por muitos anos, com títulos, sucesso na Europa, na Ekstraklasa, ou seja, na 1ª divisão, e eu tinha propostas da primeira divisão e acho que houve muita gente que achou estranho tendo um mercado como treinador principal na primeira divisão, que eu tenha ido para o terceiro escalão da Polónia, ainda por cima para uma equipa que ao fim de 11 jornadas estava em último lugar no campeonato.

Mas houve um alinhamento muito grande nas reuniões que tive com o dono do clube, houve uma visão partilhada muito grande do que iam ser os diferentes passos de crescimento do clube, dos standards de trabalho, da mentalidade que queríamos impor, e foi o que me fez ir. E basicamente o sucesso dessa equipa, não só nessa época, tendo a promoção, mas também na época seguinte com uma nova promoção, que foi a temporada em que eu saí a meio para o Legia Varsóvia, que é o clube da Polónia, e depois também o que o clube continuou a fazer com estruturas como a base que montámos, foi o confirmar da convicção do que é ser um líder, um treinador principal.

Não só a nível do que são as ideias de jogo, as ideias de treino, mas de forma muito mais abrangente foi a confirmação de que criar uma cultura de trabalho, criar um ADN, desenvolver estruturas dentro do clube alinhadas, toda uma identidade não só de equipa, mas de instituição e o sucesso que esse projeto acabou por ter foi uma confirmação de tudo isso.

E uma das coisas que mais me orgulha é que, felizmente, acho que tenho o respeito de todos os jogadores com os quais trabalhei, e até de alguns que jogaram pouco comigo, são os jogadores que eu sei que, mesmo não jogando muito, partilhavam os mesmos princípios de equipa e de estar no futebol e na vida. Eu acho que isso é uma grande vitória.

Foi a meio da época para o Legia Varsóvia, agora como treinador principal, que já lá tinha estado noutras funções, e acaba por ser um sentimento de voltar a casa?

Faltavam sete jogos na minha segunda época com o Motor, estávamos outra vez em posições de playoffs para a promoção, o Legia estava em dificuldades, porque é um clube que tem obrigatoriamente de se qualificar para as competições europeias e estavam fora desses lugares. Eles acabaram por me ir buscar ao Motor.

O regresso foi importante, foi emocional. Porque as pessoas com as quais eu cresci no Legia, onde estive cinco anos e bebia café com elas, falava com elas todos os dias, sendo um trabalhador do clube e, depois de alguns anos fora, regressei e eram as mesmas pessoas. O clube também evoluiu no tempo em que estive fora. Voltei como treinador principal, mas sendo a mesma pessoa, ou seja, representar não só aquele clube, aquela equipa, os meus jogadores, a minha equipa técnica, mas também aquela gente, foi algo impressionante e muito importante para mim.

Apesar de já ter um histórico na Polónia, é comum que em alguns adeptos prefiram ter um treinador da nacionalidade do país. Como é que o Gonçalo era aqui visto como um forasteiro a liderar aquele que, como disse, é o maior clube da Polónia?

Eu esforcei-me muito para me adaptar ao país, à cultura em que estava, eu aprendi a língua, eu falo muito bem polaco, aprendi a história do país, que é importante aprender porque há muitas coisas do passado que têm a sua reflexão no que é a mentalidade, no que é a forma de entender, mas também de motivar, de liderar, da cultura de trabalho que existe hoje, ou seja, eu acho que fiz um esforço muito grande para me integrar, para me adaptar, para poder ser um bom líder.

Depois, sendo diferente do que é, diria, a maneira de treinar, a maneira de ver o futebol, de comunicar, tornei-me uma pessoa sob uma grande atenção mediática, e ainda hoje é assim. Acho que o meu nome é mediático dentro da Polónia, essencialmente por ser diferente, e obviamente, por dentro dessa diferença de metodologia, de liderança e de forma de comunicar, ter conseguido bons resultados e inclusive alguns feitos históricos para o futebol do país.

 
Notícias ao MinutoLegia Varsóvia tornou-se na primeira equipa polaca a vencer em solo inglês, ao bater o Chelsea© Getty Images

A temporada de 2025/26 começa com um convite do Dunkerque. No entanto, assina, fica cerca de 23 dias e acaba por sair. O que é que aconteceu?

Foi uma decisão difícil, porque percebi que não havia o alinhamento necessário para desenvolver o projeto em que eu acreditava e para o qual fui. Nem sempre a decisão mais fácil é a decisão correta e a decisão mais fácil tinha sido continuar. Mas decidi ser coerente com o que eu acreditava. Sempre respeitando o clube e as pessoas. Foi uma aprendizagem. Foi algo que me deu consciência de quão importante é escolher bem os projetos. Porque nós, treinadores, temos muita 'fome' de treinar. Ainda assim, saí com uma boa relação com os jogadores, com o staff, com a estrutura. O que para mim foi importante. E acima de tudo, não encontrei o alinhamento que esperava para desenvolver cultura, o projeto que tínhamos falado e que eu acreditava que poderíamos devolver.

Mas foi uma questão de infraestruturas? Ou mesmo com a direção?

Não. As infraestruturas não mudaram. Eu não assinei um contrato sem lá estar e ver as infraestruturas. O processo de recrutamento conduzido por Demba Ba, que agora está no Le Havre, foi altamente profissional. Porque a minha primeira reação ao interesse do Dunkerque foi não, a minha segunda reação foi não. Mas a continuada insistência, a profissionalidade de todo o processo das conversas e o alinhamento que eu tinha com o Demba, acho que foram muito importantes para me convencer a ir.

Infelizmente não encontrei esse alinhamento com as estruturas que encontrei. Basicamente é isto. Um treinador tem que ter um alinhamento com o ADN, com a identidade, com a mentalidade do clube. Um clube são pessoas. Acho que aí as coisas a que me propus, tanto a nível de objetivos desportivos, como a nível de fazer crescer e desenvolver os standards do clube, porque foi isso que o Demba me pediu, não estando ele fisicamente lá comigo no dia-a-dia e não podendo, porque isso também foi importante, levar uma estrutura minha que pudesse ser continuidade da minha mentalidade, entendi que não haveria ali alicerces para desenvolver o projeto a que me comprometi e a partir daí tive uma conversa muito honesta com o Demba Ba e resolvemos as coisas.

Eu tinha o contrato mais alto da história do clube, só para as pessoas que terem noção, e eu prescindi a 100% dele. Num momento em que já sabia que não iria ter clube, porque todos os clubes já tinham treinador… foi uma decisão difícil, mas coerente e acho uma decisão correta, a respeitar os meus princípios e aquilo a que me propus fazer e a respeitar também o clube e as pessoas.

 
Notícias ao MinutoGonçalo Feio esteve pouco tempo no Dunkerque, mas ainda coordenou alguns treinos© X/USL Dunkerque

Depois acaba por voltar aqui à Polónia, assina aqui pelo Radomiak e acaba por ficar pouco tempo para o seu histórico de projetos a longo prazo... isso aconteceu por já ter uma possível proposta do Tondela ou foi algo que surgiu já depois de sair do Radomiak?

Sou um treinador de médio e longo prazo, foi assim no Motor, que eu além de construir uma equipa vencedora e mais do que desenvolver jogadores da terceira divisão, alguns deles até às seleções nacionais, deixei uma estrutura, uma identidade, standards de trabalho, de profissionalismo e de mentalidade num clube que continuam a funcionar até ao dia de hoje. No Legia, igual. Ou seja, eu sou um treinador de médio e longo prazo que através de uma forma, não só de treinar e de jogar, mas de liderar, faz crescer jogadores, estruturas, equipas técnicas, equipas, resultados, clubes.

A minha última época foi uma época que eu considero negativa e uma das razões é precisamente o curto espaço de tempo que tive em cada um dos clubes que representei. Não é a época tipo que eu quero ter, quem eu quero ser como treinador, como líder. Obviamente está muito mais espelhado nos projetos que eu tive num período de espaço mais alargado e isso eu quero deixar bem vingado.

No Radomiak, eu diria que juntaram-se muitas coisas. Eu fui outra vez com muita ambição de dar àquele clube, àquela comunidade, àquela cidade, àqueles adeptos, àqueles jogadores, algo que eles nunca tinham tido, que era a qualificação para as competições europeias. Obviamente, para chegar a esse nível, há muitas coisas que têm de se alinhar. E foi isso que fiz com o clube durante muito tempo antes de aceitar, porque a minha ideia nem era voltar à Polónia.

Começou tudo muito bem. Depois, acho que o clube parou de cumprir coisas que tínhamos acertado. Até chegámos ao quarto lugar na Liga, estávamos em condições de nos qualificar para as competições europeias, houve uma ligação de confiança que foi quebrada e acordámos a partir daí a minha saída do clube.

Por outro lado, não escondo, eu não sou uma pessoa de exteriorizar a minha vida pessoal. Nunca o fiz e nunca o irei fazer, mas tinha uma situação de saúde relacionada com os meus pais em Portugal, pela qual também tinha que estar mais perto. Foi um momento em que, após quase 15 anos, tive de regressar a Portugal.

Daí também a escolha de ir para o Tondela?

O Tondela é um clube ao qual vou ficar sempre enormemente grato, porque treinar na I Liga do meu país foi algo importante para mim e muito especial. Sabia que o desafio era muito difícil, mas eu nunca tive medo de assumir desafios difíceis. E, apesar do objetivo da manutenção não ter sido atingido, acho que naquele balneário, toda a gente percebeu que a equipa e os jogadores individualmente melhoraram bastante.

Notícias ao MinutoApesar da despromoção, o Tondela foi a Alvalade empatar frente ao Sporting a duas bolas© Getty Images

Acho que, quando começámos, encontrámos um cenário muito específico. Poucos acreditavam, mas a verdade é que a esperança manteve-se até a última jornada. E, nesse jogo, com 1-1 no resultado, temos uma situação de um contra o guarda-redes do Arouca, aos 70 minutos, para fazer o 2-1 que nos mantinha na I Liga, e depois aconteceu futebol.

Mas acredito que a gente do futebol valorize o que foi a evolução da equipa. A média de pontos que fizemos naquelas 8 jornadas, 7 semanas de trabalho, com 5 jogos por hora, em Guimarães, no Dragão, em Alvalade, entre outros, a média de pontos que fizemos tinha chegado por manter a equipa na I Liga. Os índices de performance melhoraram a diferentes níveis - defensivo, ofensivo, estatísticas relativamente à intensidade que a equipa tinha, à qualidade com a posse e sem ela, estatísticas com a produtividade da equipa em ambas as áreas - tudo isso foi melhorado e foi um momento muito difícil não ter conseguido dar àquela gente e àquela equipa e àquele clube a manutenção.

No entanto, momentos difíceis também fazem parte da construção de um treinador. Saí por decisão minha, o que também valoriza o que foi o nosso trabalho. O clube queria que continuássemos e isso foi um sinal da valorização. Acabei por decidir sair e saí com mais conhecimento, com mais experiência e com muita vontade de mostrar o meu valor, não só, mas também no meu país, por um período de tempo mais alargado.

É aqui um dos principais objetivos agora, se calhar, para o próximo projeto?

O próximo projeto até pode ser em Portugal, eu gostava muito que fosse em Portugal, não o escondo, mas se tiver que ser fora, será fora, motiva-me muito o que tenho ainda por conquistar, apesar de ter orgulho no que já fiz, não gosto de viver o passado, ou seja, o que me motiva são as coisas que tenho pela frente.

E não se trata apenas de encontrar um banco para estar, uma equipa para treinar, porque isso eu já podia ter, felizmente, o telefone em tocado, mas trata-se de encontrar um projeto com ambição, com confiança e onde o alinhamento sobre o que construir e a forma de construir seja muito grande. Não tenho pressa de chegar onde quero chegar, mas quero chegar longe, e então acredito que o melhor está para vir. Não me quero precipitar e quero realmente escolher bem o próximo projeto para ser um projeto onde possa mostrar o meu trabalho, a minha qualidade, construir com as pessoas e com a identidade do clube uma escolha a médio e longo prazo, algo muito especial.

E em Portugal, não querendo estar a colocar um alvo a um treinador em funções, há aqui um clube que o Gonçalo se visse a trabalhar a longo prazo, na I Liga?

Há muitos. Eu tenho uma visão completamente diferente das pessoas que estão no futebol português há várias décadas. Olho para Portugal como a sexta melhor liga, talvez até ao fim desta época, inclusive, como a quinta melhor liga da Europa, ou seja, uma liga com uma cultura de futebol muito grande, uma liga com jogadores de grande qualidade, uma liga com muito saber, onde um treinador é valorizado e isso foi o que eu gostei muito, nós tivemos que ser, do ponto de vista estratégico, muito 'elásticos', e uma liga em que sentia que podia fazer a diferença, e então gostava muito de poder mostrar-me mais e por um tempo maior no nosso campeonato, sem dúvida.

Ser selecionador de qualquer país, por exemplo, a Polónia, que tem conhecimento e fala a língua, é algo que se vê a fazer, ou nos próximos anos, apenas clubes?

Um dia, sim, claramente, eu quero tentar. Eu acho que é uma especificidade de trabalho diferente ser selecionador. Eu acho que a Polónia é um país ao qual eu vou estar sempre ligado e sempre que há a mudança de selecionador, eu sou um dos nomes que vem à baila. Acho que é o desejo de alguns adeptos, das pessoas do país. Acho que é algo que no futuro possivelmente poderá acontecer, mas é algo que seguramente durante a minha carreira gostaria de tentar, a posição de selecionador e essa diferente especificidade de trabalho.

Obviamente que, neste momento, o quotidiano da vida num clube é o que mais me identifico, mas lá está, motiva-me muito o que está por vir, o que está por conquistar e suscita em mim próprio muita curiosidade de entender e saber qual vai ser o próximo passo para, com muito trabalho e esforço e em cooperação com as pessoas à minha volta, conseguir construir mais uma história de sucesso.

Tenho curiosidade de saber qual vai ser a próxima. Tenho tido abordagens, propostas, mas entendi em conjunto também com as pessoas que trabalham comigo que ainda não apareceu o projeto com a posição e com o alinhamento para que as coisas avancem. Por isso, obviamente, com muita vontade de que essa abordagem apareça, mas também com a paciência e com o discernimento necessário que não tive no passado para não precipitar.

E alguma dessas chamadas de Portugal que nos possa aqui confidenciar?

As abordagens têm sido, essencialmente, do estrangeiro, desde, obviamente, a Polónia, Egito, República Checa, Grécia, inclusive, ou seja, já houve diferentes abordagens, mas muito mais dos estrangeiros do que de Portugal.


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