Rui Borges Responde à Contestação: "Não Estão Mais Chateados do Que Nós" Após Derrota do Sporting

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O Sporting tem 'pé e meio' fora da Liga dos Campeões, depois de, esta quarta-feira, ter saído do Aspmyra Stadion com uma pesada derrota imposta pelo Bodo/Glimt, por 3-0, na sequência dos remates certeiros de Sondre Fet (na conversão de uma grande penalidade), Ole Blomberg e Kasper Hogh, aos 32, 45+1 e 71 minutos, respetivamente.


Os adeptos leoninos que se deslocaram à Noruega, para assistir ao embate da primeira mão dos oitavos de final, não esconderam a indignação para com a exibição que a equipa assinou, de tal maneira que contestaram veementemente a equipa, ora no interior do recinto, ora já fora dele, quando a brindaram com cânticos como "Joguem à bola", quando esta se encaminhava para o autocarro.

Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, Rui Borges disse compreender "a frustração" por parte da massa associativa verde e branca, mas aproveitou para pedir a força desta se faça sentir, no embate da segunda mão, que está agendado para as 17h45 (hora de Portugal Continental) da próxima terça-feira, no Estádio José Alvalade.

"É natural e normal. Não estão mais chateados do que nós. Faz parte, não ganhámos. Peço-lhes que estejam lá no segundo jogo, precisamos da energia de todos, tal como temos precisado sempre ao longo do tempo em que eu aqui estou. Acredito mesmo que poderemos e teremos de dar outra imagem", referiu.

"Que nos sirva de lição a todos. A mim, porque assumo a responsabilidade, mas também à equipa. Os jogadores têm de sentir e perceber isso, porque estavam bem avisados para a energia que teríamos de ter perante esta equipa, que é uma grande equipa. Mas, para mim, a eliminatória não está fechada", acrescentou.

Rui Borges faz 'mea culpa'

Perante os jornalistas, Rui Borges explicou, ainda, aquilo que, na sua opinião, faltou ao Sporting, contra a equipa-sensação da prova milionária: "A responsabilidade é do treinador. É minha, não é de mais ninguém. Tivemos dificuldades em vários momentos do jogo, em duelos, na pressão, deixamos ir o jogo para aquilo que o adversário queria".

"Na primeira parte, tivemos muitas dificuldades em perceber as marcações, a variabilidade de posições deles, e isso criou-nos desconforto. Mas, mais do que isso, tem muito que ver com a disponibilidade. Era um jogo que iria exigir de nós muita disponibilidade física e não a tivemos", começou por afirmar.

"Não tivemos essa intensidade competitiva para nos batermos com esta equipa. Jogar bem não chega, principalmente nesta competição. Eles estão nos oitavos de final com muito mérito, ganharam a grandes equipas", acrescentou, antes de sublinhar que o facto de o jogo se ter disputado num relvado sintético "não pode servir de desculpa".

"Claro que condiciona, especialmente uma equipa como a nossa, que gosta de ter bola, mas não pode servir de desculpa. A parte competitiva tinha de estar lá. Há jogadores que não estão no seu máximo, mas que temos de ter lá, mesmo não estando na sua plenitude física. O Luis Suárez é um exemplo, porque também não tínhamos outras soluções", rematou.

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