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EXCLUSIVO: O Segredo de Imane Khelif Revelado - Tratamento Hormonal Antes de Paris 2024 e a Resposta a Donald Trump

 



Quase dois anos depois de se ter sagrado campeã de boxe, na categoria de -66 kg, nos Jogos Olímpicos realizados na capital francesa de Paris, Imane Khelfi concedeu, esta quarta-feira, uma extensa entrevista à estação televisiva norte-americana CNN, na qual colocou os 'pontos nos is' a propósito da polémica que a rodeou.


No ano anterior, a argelina fora afastada da Associação Internacional de Boxe (IBA), que alegara ter em mãos testes (cujos resultados nunca chegou a apresentar publicamente) que comprovavam que era um homem. Testes esses que foram descartados pelo Comité Olímpico Internacional (COI), pelo que levou a cabo uma caminhada que só terminou com a vitória sobre a chinesa Yang Liu, na final.

Uma controvérsia que adquiriu tamanha dimensão que o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, se referiu à própria como "um pugilista masculino", depois de ter assinado uma ordem executiva denominada "Manter os Homens de Fora dos Desportos Femininos", impondo restrições à participação em competições oficiais.

Agora, a atleta de 26 anos de idade quebra o silêncio, para insistir que nada a impede de lutar com outras mulheres ao mais alto nível, com uma mensagem contundente para aqueles que procuram questioná-la: "Eu não sou transgénero. Eu sou uma mulher. Eu quero viver a minha vida... Por favor, não me explorem nas vossas agendas políticas".

"Isto foi muito difícil de aceitar para a sociedade argelina e para a vila na qual eu vivia, especialmente, para os vizinhos, que costumavam ver-me a chegar a casa vinda dos treinos, já tarde, de noite. Eles achavam que era invulgar uma rapariga voltar a casa, de noite, vinda do ginásio e a praticar boxe, que era considerado um desporto exclusivamente masculino", atirou.

"Todas estas circunstâncias... tornaram tudo desafiante. Mas todas estas essas circunstâncias fazem, agora, parte do passado (...). Aquilo que aconteceu durante os Jogos Olímpicos causou-me um trauma psicológico e à minha família... Mais ainda estou aqui. Continuo a lutar. Continuo a praticar pugilismo", acrescentou.

"É claro que tenho diferenças hormonais, mas..."

Nesta mesma entrevista, Imane Khelif confessou que apresenta níveis naturalmente elevados de testosterona, mas insistiu que nada disso a ajudou a ter sucesso nesta modalidade. Isto, antes de revelar que chegou mesmo a realizar um tratamento hormonal, antes da medalha de ouro arrecadada em Paris2024.

"Eu nasci assim. É claro que tenho diferenças hormonais, mas eu reduzo os meus níveis de testosterona com base nas recomendações do meu médico. O pugilismo não assenta sobre o nível de testosterona. O pugilismo assenta em inteligência, em experiência e em disciplina", sublinhou aquela que acabou por tornar-se numa das atletas mais famosas do planeta.

A terminar, a argelina aproveitou a ocasião para lançar uma mensagem de apoio às jovens raparigas que procuram seguir as suas pisadas e que possam vir a sofrer de uma 'perseguição' semelhante: "Desafiem os vossos 'status quo'. Quando vocês têm a coragem de enfrentar o mundo com a vossa verdade, isso é um feito".

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