Rui Borges é o 'Inventor' que Salva o Sporting da Crise Sem Reclamar
Há sensivelmente um ano no Sporting, Rui Borges talvez mereça receber o estatuto de 'inventor' por todos os reajustes que teve de fazer no plantel leonino, desde o dia 26 de dezembro de 2024, quando decidiu deixar o Vitória SC para se mudar de Guimarães para Lisboa.
O treinador de 44 anos prefere fintar as queixas e, simultaneamente, apresentar soluções para os problemas que lhe aparecem à frente, nomeadamente, em torno das (muitas) lesões que têm afetado o clube de Alvalade.
"Não joga um, joga outro" é um lema clichê utilizado pela grande maioria dos treinadores, mas Rui Borges vai mais além e, quando não tem jogadores para a posição em falta, trata de adaptar o futebolista escolhido... e com resultados visíveis.
Foi assim na temporada passada, é assim na presente época, com o Sporting a apresentar altos níveis de sucesso, mesmo que, atualmente, se encontre atrás do FC Porto, na luta pelo sonho do tricampeonato.
Debast subiu e (mais) jovens apareceram
Um pouco à semelhança de Ruben Amorim, também Rui Borges contou com dificuldades desde que assumiu o Sporting, mesmo quando este era o campeão em título, sendo que foi no miolo que residiu a maior dor de cabeça, face às lesões de Daniel Bragança, Hidemasa Morita e até de João Simões. Por esse motivo, Zeno Debast teve de subir no terreno, e a verdade é que, como trinco, registou brilharetes assinaláveis.
E os jovens? Kauã Oliveira, Eduardo Felicíssimo, Alexandre Brito, Lucas Anjos e José Silva fizeram as respetivas estreias pela equipa principal, na luta pelo bicampeonato, além do reforços de inverno Rui Silva e Biel Teixeira. Desde então, outras promessas têm merecido a atenção de Rui Borges, como Rômulo Júnior, David Moreira, Mauro Couto e Paulo Cardoso, sendo que Salvador Blopa e Flávio Gonçalves já se estrearam, na presente temporada.
Tudo a rodar nas alas... e na frente
O drama do boletim clínico mantém-se como uma realidade na presente temporada. Nuno Santos e Daniel Bragança arrancaram a época lesionados e, entretanto, Zeno Debast, Pedro Gonçalves e Geovany Quenda juntaram-se ao lote de indisponíveis.
As ausências cresceram com o início do Campeonato Africano das Nações (CAN). Ousmane Diomande (Costa do Marfim) e Geny Catamo (Moçambique) desfalcaram as opções de Rui Borges, e tal cenário tem levado a rodar os jogadores nas alas... e na frente de ataque.
Eduardo Quaresma já foi lateral-direito e Maxi Araújo já assumiu o papel de extremo (libertando Ricardo Mangas para a sua posição predileta), assim como Fotis Ioannidis, que combinou na perfeição com Luis Suárez, nos últimos dois jogos, diante de Vitória SC (1-4) e Rio Ave (4-0).
Nenhuma equipa se faz só de 11 jogadores, e a verdade é que Rui Borges, perante todos os constrangimentos, tem sido um autêntico 'inventor'. Haverá margem para mais? A seu tempo saberemos.


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