Crise Total no Cruzeiro: Leonardo Jardim Vira Problema e "Só Sai Se Quiser"
Leonardo Jardim não tem continuidade garantida no comando técnico do Cruzeiro, pese embora tenha conduzido a equipa ao terceiro lugar do Brasileirão, na já findada temporada de 2025, a nove pontos do campeão, o Flamengo, e a seis do 'vice', o Palmeiras (orientado pelo compatriota Abel Ferreira).
O contrato que une o treinador português à formação sediada em Belo Horizonte, no estado brasileiro de Minas Gerais, termina já no final do presente mês de dezembro, e o acionista maioritário, Pedro Lourenço, assumiu, publicamente, pela primeira vez, que a renovação está em risco, dada a vontade do próprio em partir.
"O Leonardo Jardim só vai embora se quiser. Eu já propus um contrato de cinco anos. Eu falo com ele todos os dias. O Jardim é um tipo espetacular, devemos-lhe muito", começou por afirmar o líder máximo da Raposa (alcunha pela qual o emblema é conhecido), em declarações reproduzidas pelo portal brasileiro Globoesporte.
"Ele tem vontade de não ser técnico. Estamos a conversas. Eu espero que ele continue connosco no ano que vem, tem a Taça Libertadores", acrescentou, numa altura em que as atenções estão viradas para o duplo embate com o Corinthians, agendado para quinta-feira e domingo, a contar para as meias finais da Taça do Brasil.
Leonardo Jardim já ameaçou 'bater com a porta'
Leonardo Jardim já deixou, de resto, bem claro, por mais do que uma vez, que poderá não estar disponível para se manter ao leme do Cruzeiro. O primeiro sinal de aviso surgiu no passado dia 27 de outubro, quando se mostrou agastado pela (polémica) arbitragem de Rafael Rodrigo Klein, no empate 'a zeros' com o Palmeiras.
"A alegria que eu tenho tido, no Brasil, com o grupo fantástico e os adeptos... Estou frustrado. Vale a pena continuar, quando, na realidade, não somos nós que controlamos os jogos? Eu fico extremamente frustrado. O peso da insatisfação estão quase a igualar o da satisfação", atirou.
"Acho que muitas coisas aconteceram, não vale a pena relatar, porque vocês viram. Desde o Kaiki, que tem o lábio inchado e não houve paragem de hoje, a qualquer lance da primeira parte, em que estava um jogador adversário no chão... O Fabrício, acho que não fez falta nenhuma. Quem faz falta é o adversário. Ele roda, bate nas pernas. Na expulsão, há dualidade de critério", acrescentou.
Na altura, o próprio timoneiro rival, Abel Ferreira, chegou mesmo a dar-lhe razão: "Ele foi duro ao falar da arbitragem, do calendário, do sindicato, de tudo. Queria dizer-lhe que é algo que falo desde que cheguei. Sempre disse que vim para valorizar o Palmeiras e o futebol brasileiro, está no meu livro. Não depende de nós e dos jogadores, está na mão de quem toma as decisões do futebol brasileiro".
Mais recentemente, no domingo, após a pesada derrota sofrida na visita ao Santos, por 3-0, no fecho do Brasileirão, Leonardo Jardim voltou à carga: "Eu já disse que não tenho nada a dizer sobre esse assunto, mas o nosso presidente sabe o que vai acontecer. É a ele que devo dar responsabilidades. O importante é focar-me na Taça e no tempo que falta".


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