Premier League Prepara 'Castigo Mortal' Para Empurrar Manchester City Para Fora da I Liga

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O Manchester City deverá ser alvo de uma dedução drástica de pontos nesta temporada, na sequência das 115 infracções das regras financeiras da Premier League, e poderá mesmo acabar por ser relegado para o segundo escalão inglês, de acordo com Oliver Holt, editor de desporto do jornal britânico Daily Mail, esta segunda-feira. 


 

Num artigo de opinião, Holt garante que a Premier League está a pressionar a comissão independente a anunciar a decisão antes de sair o resultado do recurso, que só deverá ser conhecido no final de Janeiro. 


O castigo aplicado deverá passar por uma dedução de pontos bem elevada, que torne praticamente impossível a permanência na Premier League para lá desta época. A juntar a isto haverá, ainda, lugar a uma pesada multa. 


Além disso, o Manchester City também poderá ser alvo de uma nova deduçã de pontos em 2027/28, que impossibilitaria os cityzens de sonhar com o regresso à Premier League. Na prática, o City ficaria dois anos no Championship


Ainda assim, Oliver Holt referiu que "fontes próximas do processo" lhe indicaram que o City não deverá ser expulso da Premier League e forçado a competir no quarto escalão.


"A expulsão mergulharia tanto a Premier League como o Championship num caos sem precedentes. Seria contraproducente", refere o editor do Daily Mail. 


"Chegou o momento de quem aplicar o castigo procurar uma solução de compromisso. De pouco servirá impor uma punição ao estilo do Tratado de Versalhes. O desejo de humilhar os derrotados pode satisfazer um instinto primário, mas pouco contribui para o bem-estar futuro do sistema político. O City tem, naturalmente, de ser castigado, mas também tem de lhe ser dado um caminho para a reabilitação", defendeu Oliver Holt. 


O que está em causa?

Uma comissão independente da Premier League considerou, em setembro, que os cityzens são culpados de 115 irregularidades financeiras relativas ao período entre a temporada de 2008/09 e 2017/18.


A comissão concluiu que o City "negociou acordos comerciais fraudulentos com vários dos seus patrocinadores durante o período em questão, como parte de um esquema de financiamento disfarçado", sendo que, nesse esquema, "as empresas pagavam apenas uma parte das taxas de patrocínio, enquanto o restante era financiado pelo Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd (ADUG), proprietário do clube".


Além disso, foram feitos "outros acordos fraudulentos, também financiados pelo ADUG, firmados para permitir que o clube registasse despesas operacionais menores do que as reais, bem como um acordo fraudulento com a Fordham, entidade que adquiriu os direitos de imagem dos jogadores do clube, também financiado pelo ADUG".


A defesa apresentada pelo City

Apesar do veredicto da Premier League, o Manchester City já garantiu estar "inocente das acusações feitas" e assegurou ter em sua posse "um conjunto abrangente de provas irrefutáveis, que sustentam todas as posições relativas a este caso".


"O processo da Premier League continua em andamento, com elementos significativos ainda por concluir. O Manchester City FC irá agora recorrer das vias legais disponíveis, com base no facto de a decisão conter erros materiais evidentes, tanto de direito como de princípio e de facto, e ser, portanto, insegura", explicou o City.


Os cityzens, que podem recorrer até sexta-feira, 2 de outubro, indicaram ainda que estão "limitados em relação ao que se pode declarar até que todos os procedimentos futuros sejam concluídos".

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