Ruben Amorim viveu, esta quinta-feira, aquele que foi, até agora, o pior momento no comando técnico do AC Milan, ao sair derrotado da deslocação ao Dean Court, perante o Bournemouth, por categóricos 3-0, em encontro a contar para a terceira jornada da fase de liga da Liga Europa, que marcou o seu regresso a Inglaterra.
A primeira parte dos rossoneri revelou-se um autêntico 'pesadelo', que se traduziu numa primeira grande penalidade, aos oito minutos, convertida por Justin Kluivert, e uma segunda, aos 32, batida por Marcus Tavernier, na sequência de uma agressão do capitão, Mike Maignan, a Tyler Adams, que lhe custou um cartão vermelho direto.
Uma decisão que levou àquilo que o jornal britânico The Sun cataloga de "colapso" por parte do treinador português, que protestou veementemente a decisão de expulsar o internacional francês, junto do quarto árbitro, o grego Alexandros Tsakalidis, sem que tal tivesse qualquer tipo de impacto no compatriota Vassilis Fotias, que estava a cargo do apito.
O ex-Sporting ficou de tal maneira 'passado' que, pode ler-se, tentou lançar o guarda-redes suplente, Lorenzo Torriani... sem retirar qualquer jogador. Este ainda entrou em campo, mas foi imediatamente ordenado a abandoná-lo, antes de o timoneiro emendar o erro e informar que seria Omari Hutchinson o 'sacrificado'.
Ruben Amorim voltaria a carga, aquando do apito para o intervalo, desta feita, junto do juiz principal, Vassilis Fotias, enquanto ambos seguiam caminho rumo aos balneários. Já no segundo tempo, aos 84 minutos, os ingleses viriam a fazer a festa, uma vez mais, desta feita, por Amine Adli, que marcou o golo que selou o resultado final.
"Tu viste o mesmo jogo do que eu, mas está tudo bem"
No entanto, o 'ataque de nervos' de Ruben Amorim não se ficou por aqui. Já depois do apito final, o treinador português viria, uma vez mais, a perder as estribeiras, desta feita, na zona de entrevistas rápidas da estação televisiva italiana Sky Sport, quando foi questionado sobre se este resultado seria uma consequência da rotatividade que promoveu.
"Não houve jogo. Estás a falar do ritmo, que foi diferente do jogo com o Salzburgo [goleada, por 0-4]... Não houve jogo. Tu viste o mesmo jogo do que eu, mas está tudo bem. É uma equipa diferente, e não pode haver um penálti num pontapé de canto e não podes ser expulso, porque, com dez jogadores, não conseguimos fazer nada", atirou.
"O penálti no primeiro pontapé de canto e, depois, o cartão vermelho mudaram tudo. Não houve jogo. Nós não tivemos tempo de jogar o jogo e de recuperar do primeiro penálti, então, a história do jogo é o cartão vermelho e os dois penáltis. Depois, foi segurar a posição e tentar pressionar, mas, no final, sofremos o terceiro golo", completou.
As contas do AC Milan na Liga Europa
Feitas as contas, ao cabo de três jornadas da fase de liga da Liga Europa, o AC Milan continua com apenas três pontos conquistados, registo que o deixa no 24.º lugar (o último de acesso ao playoff), em igualdade com Anderlecht, Hoffenheim, OFI Creta, Celta de Vigo, Jagiellonia Bialystock e Torreense.
