Klinsmann Atira-Se Ao FC Porto: "Está Forte Para Conquistar O Título, Mas Estugarda Está Sedento E Cheio De Ambição"

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Jurgen Klinsmann, nome incontornável da história do futebol alemão, concedeu uma extensa entrevista à edição desta quarta-feira do jornal O Jogo, na qual antecipou uma luta renhida entre o 'seu' Estugarda (clube que representou, entre 1984 e 1989) e o FC Porto por um lugar nos quartos de final da Liga Europa.


"Vejo que o FC Porto está a fazer uma época fantástica, a liderar desde o início, e parece-me forte para conquistar o título, esta época. São elogios que explicam tudo, mas o Estugarda está cheio de ambição e sedento por estes jogos, contando, atualmente, com vários jogadores da seleção alemã que querem ir ao Mundial", afirmou.

O famoso Bombardeiro Dourado alertou, ainda, para o legado europeu dos dragões, com especial destaque para a Taça dos Campeões Europeus, em 1987, na qual um golaço de calcanhar de Rabah Madjer abriu caminho a uma reviravolta perante o 'todo-o-poderoso' Bayern Munique, no Praterstadion, na capital austríaca de Viena.

"Esse jogo figura na memória de qualquer adepto, pelo incrível golo de Rabah Madjer. Não há quem não se lembre desse golo. Era uma equipa recheada de craques, como Futre, João Pinto e Jaime Magalhães, sabendo que estes dois últimos jogaram toda a vida no clube", acrescentou.

Questionado sobre aquilo que o Estugarda tem de especial, apontou: ""É um clube com facilidade de atrair jogadores especiais, com mais de 100 mil adeptos e lotação esgotada sempre que joga em casa. Mantenho uma ligação forte e uma relação especial com antigos colegas, como Buchwald, que venceu o Mundial de 1990 comigo. É um dos embaixadores do clube, com Hansi Muller e Sami Khedira".

"Recordo esses golos ao Benfica com um sorriso rasgado, por se tratar de um gigante do futebol"

Natural de Goppingen, Jurgen Klinsmann deu os primeiros passos no mundo do futebol, precisamente, ao serviço do Estugarda, onde deu início a uma carreira rica em golos (e títulos), em representação de Internazionale, AS Monaco, Tottenham, Bayern Munique, Sampdoria e OC Blue Star, onde deu por encerrada a carreira, em 2003.

"Cresci em Estugarda sonhando jogar neste grande clube. Sempre tivemos como grande rival o Bayern Munique, por sermos cidades do sul da Alemanha. É uma rivalidade como a entre FC Porto e Benfica. Tínhamos uma equipa muito boa, no final dos anos 80, e jogámos a final da Taça UEFA, em 1989, contra o Napoli, de Maradona. Mas, sem dúvida, os jogos contra o Bayern Munique eram os mais emocionantes, aqueles por que todos os adeptos do Estugarda esperavam todo o ano", recordou.

No entanto, confessou, poucos jogos o marcaram mais do que um disputado a 21 de novembro de 1995, quando marcou um póquer... ao Benfica: "Obviamente, marcar quatro golos num jogo europeu é muito especial, e ainda mais especial foi porque conseguimos vencer essa final da Taça UEFA".

"Marquei um recorde de 15 golos nessa campanha. Recordo esses golos ao Benfica com um sorriso rasgado, por se tratar de um gigante do futebol. Eu estava no auge, em 1996, e ganhei o Europeu pela Alemanha, em Inglaterra", concluiu.

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