O mercado de transferências de inverno encerrou há pouco mais de dois meses, mas o Barcelona já está de olhos postos na janela de verão, onde uma das prioridades passará pelo reforço das alas do ataque, de acordo com informações adiantadas, esta sexta-feira, pelo jornal espanhol Mundo Deportivo.
Joan Laporta ainda não sabe se será reeleito no sufrágio de domingo (no qual o único opositor é Víctor Font), mas isso não trava o planeamento da próxima temporada de 2026/27, no qual Pedro Neto surge como um nome a ter em conta, na sequência das debilidades detetadas no plantel atualmente às ordens do treinador alemão Hans-Dieter Flick.
Raphinha (antigo jogador de Sporting e Vitória SC) e Lamine Yamal têm 'lugar cativo' no onze inicial, mas a estrutura entende que faltam alternativas à altura, apesar da boa resposta dada por Marcus Rashford (que está emprestado pelo Manchester United) e Roony Bardghji (sueco de apenas 20 anos de idade, que chegou a ser associado ao FC Porto).
O internacional português tem contrato válido até junho de 2031, e tem vindo a ser um dos jogadores mais utilizados pelos blues, esta época, somando dez golos e seis assistências ao cabo de 42 partidas oficiais, assim como uma série de boas exibições que chamaram a atenção dos campeões em título de La Liga.
O facto de o seu empresário, Jorge Mendes, manter uma boa relação com o diretor desportivo dos culés, o compatriota Deco, pode, de resto, desempenhar um papel determinante neste processo, ainda que o mesmo esteja numa fase embrionária, pelo que se esperam novidades, ao longo das próximas semanas.
Pedro Neto passa por fase delicada no Chelsea
Natural de Viana do Castelo, Pedro Neto completou formação no Sporting de Braga, clube no qual começou a dar nas vistas, o que lhe valeu o 'salto' para a Lazio, em 2017, quando tinha apenas 17 anos de idade, primeiro, na qualidade de emprestado, e, depois, a título definitivo, num processo que motivou um investimento de quase 20 milhões de euros.
O 'salto' para a Premier League deu-se no verão de 2019, pela 'porta' do Wolverhampton, a troco de uma verba semelhante. O internacional português acabou por passar cinco anos no Molineux Stadium, até que, em 2024, o Chelsea se chegou à frente com qualquer coisa como 60 milhões de euros para o 'resgatar'.
Desde a chegada a Stamford Bridge, o avançado tem vindo a adquirir uma preponderância cada vez maior. Ainda assim, passa por uma fase mais delicada, fruto de dois incidentes de natureza disciplinar que acabaram por 'manchar' dois dos três últimos jogos que foi utilizado pelo treinador inglês Liam Rosenior.
Primeiro, no tão aguardado dérbi de Londres, que culminou numa derrota ante o Arsenal, por 2-1, recebeu dois cartões amarelos (o primeiro por palavras dirigidas ao árbitro, Darren England, e o segundo por travar um contra-ataque conduzido por Gabriel Martinelli) e o respetivo vermelho, complicando ainda mais a vida aos blues.
Já na passada quarta-feira, nos instantes finais da goleada sofrida na visita ao Paris Saint-Germain, por 5-2, empurrou um apanha-bolas, que tropeçou numa cadeira e caiu no relvado. Um incidente que espoletou um momento de tensão, e que acabou com a UEFA a abrir um processo disciplinar ao próprio jogador.
