"O Futebol Está Amaricado!" A Defesa Homofóbica De Chilavert A Prestianni E Os Ataques A Vinícius Jr. E Mbappé
José Luis Chilavert, histórico guarda-redes paraguaio, deixou, esta quinta-feira, tudo e todos de 'queixo caído' com a escandalosa maneira como saiu em defesa de Gianluca Prestianni, jogador do Benfica que está a ser acusado de ter proferido insultos racistas a Vinícius Júnior, do Real Madrid.
"Eu solidarizo-me com Prestianni, porque Vinícius é o primeiro a insultar toda a gente. Se olharmos para as imagens televisivas, antes disso, ele diz 'Cagão'. O primeiro insulto vem do lado do jogador de pele negra", começou por afirmar o ex-jogador, de 60 anos de idade, em declarações prestadas na argentina Radio Rivadavia.
No entanto, José Luis Chilavert recusou ficar-se, por aqui, e apontou, inclusive, o dedo a Kylian Mbappé, que disse ter ouvido Gianluca Prestianni a chamar "macaco" a Vinícius Júnior por "cinco vezes", no encontro da primeira mão do playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, do qual os merengues saíram vencedores, por 0-1.
"O que é que ele pode dizer? Ele fala de valores e de tudo isso, mas vive com um travesti. Isso não é normal. Cada um pode fazer com a sua vida aquilo que quiser, mas não é normal que um homem viva com um travesti. O melhor que um homem pode ter ao seu lado é uma mulher", acrescentou.
O agora comentador desportivo referia-se a Inés Rau, modelo transgénero com a qual o internacional francês terá mantido uma relação, em 2022, durante o Campeonato do Mundo disputado no Qatar, que acabou, ainda assim, por ser desfeita, pouco tempo depois, quando se falava, inclusive, num potencial casamento.
"O futebol está amaricado"
José Luis Chilavert aproveitou, ainda, a ocasião para pedir ao Benfica para que "proteja" Gianluca Prestianni, jovem promessa argentina que pode vir a ser castigada com até dez jogos de suspensão, caso venha a ser considerado culpado do ato de racismo que lhe está a ser imputado pela UEFA.
"Se isso acontecer, dará lugar a que a comunidade gay, lésbica e companhia seja o exemplo a seguir. E não, o futebol é um retângulo no qual jogam homens, e no qual, antigamente, dizíamos de tudo. Desde que introduziram os microfones e as câmeras, está amaricado", refletiu, falando de "um problema muito profundo", por resolver.
"O mundo que se vive hoje em dia tem pouca memória. Houve um jogo entre Brasil e Espanha, no qual uma câmera da Netflix estava a filmar o Vinícius, e ele disse, a chorar, que gostaria de um futebol no qual os negros pudessem viver melhor. Ele próprio estava a discriminar. Ele querem que, nós, os brancos, vivamos mal?", questionou.
Aliás, para o ex-guardião, os problemas de racismo "nascem na Europa": "Lá, permitem aos rapazes que, uma vez por semana, vão vestidos de mulher para a escola, ou ao contrário. É lá que os muçulmanos batem nas mulheres e os africanos invadem. Nesses casos, onde é que está o racismo?".
"Os brasileiros eram os primeiros racistas"
A terminar, José Luis Chilavert defendeu que o caso entre Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior foi "dramatizado": "Os primeiros a insultar eram os brasileiros. Eles são os primeiros racistas. Diziam-me que o Paraguai fazia parte do Brasil, e uma pessoa não pode reagir, porque denunciam-te".
"Por que é que Vinícius nunca falou de como a polícia brasileira mata à pancada adeptos argentinos e paraguaios? Os brasileiros não te respeitam. Eles podem dizer tudo, mas vocês não. Há que gerir tudo com pinças. Vou sempre defender Prestianni. Não se pode chamar negro a um negro, em Espanha, mas exigem-te que chames mulher a um homem que faz xixi em pé, tal como nós", rematou.


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