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Zalazar Ditador? Aursnes Resiste, Mas Benfica Cai no Braga



O Benfica levou, na tarde de domingo, um valente golpe nas ambições do título após empate a dois golos no terreno do Sporting de Braga, que reforçou ser uma equipa de bater nos últimos confrontos com os encarnados, que somaram apenas uma vitória em seis jogos.


A primeira parte contou com a melhor versão dos  bracarenses, que souberam responder ao golo, contra a corrente, de Otamendi, aos 29'. A reviravolta surgiu ainda antes do intervalo. Primeiro, aos 38', Zalazar cobrou com sucesso uma grande penalidade e, depois, Pau Victor, aos 45'+1, aproveitou a cerimónia de Richard Ríos em aliviar o perigo para longe.

A segunda parte começou com show de Aursnes, (53'), deixou água para o resto do jogo. O Benfica carregou na procura da vitória e teve dois golos anulados, um deles bastante polémico, aos 74', por Samuel Dahl. A falta de Richard Ríos sobre Vítor Carvalho foi bastante contestada pelos encarnados, nomeadamente pelo presidente do clube da Luz, Rui Costa, no final do jogo.

Os encarnados podem ver os rivais distanciarem-se ainda mais e, apesar de estarem invictos na liga, os 36 pontos à jornada 16 são o pior registo das águias nos últimos cinco campeonatos, de acordo com os dados da plataforma Playmaker. 

Apesar de manter a invencibilidade do Benfica intacta no campeonato, José Mourinho assumiu a equipa a cinco pontos da liderança, com um jogo a menos, e está, neste momento, a sete pontos do primeiro posto com mais uma partida disputada. Foram dez pontos perdidos em 12 partidas.

Vamos então às notas da partida

Figura

Aursnes subiu de rendimento na segunda parte, assim como a generalidade dos companheiros de equipa. Abriu a janela de esperança para uma reviravolta com um golaço de fora da área, algo que não é a sua principal característica. Aos 80' perdeu a oportunidade de ser o herói encarnado quando falhou, de pé esquerdo, dentro da área.

Surpresa

E vão 11 golos para Rodrizo Zalazar na temporada, o melhor registo da carreira. Esteve ligado à corrente, estando envolvido nos lances capitais dos bracarenses. Foi dos seus pés o cruzamento, ao qual Samuel Dahl cortou com a mão na área. Na marca dos onze metros, o uruguaio foi exímio. O 2-1 també, contou com a sua contribuição, ficando na retina como tirou Samuel Dahl na jogada, conclúida por Pau Victor.

Desilusão

Mau regresso de Leandro Barreiro à competição. O médio foi a principal surpresa no onze do Benfica, mas este teve um desempenho infeliz, incapaz de protagonizar as aproximações habituais ao ponta de lança Pavlidis.

Os treinadores

Carlos Vicens 

É caso para dizer que o antigo adjunto de Pep Guardiola deixou o seu compatriota espanhol pela forma como levou a melhor sobre Mourinho na primeira parte, contrariando os indicadores de pressão dos encarnados. Os homens de ataque tiveram enorme mobilidade, retirando referências ao oponente. O coletivo não baixou a intensidade após o golo sofrido e foi para intervalo com justa vantagem. A segunda parte a equipa foi empurrada para o seu meio-campo fruto da reação cabal das águias.

José Mourinho

Cedo se percebeu que a consistência defensiva apresentada nos últimos quatro jogos ia desmoronar. Sem capacidade de controlar o jogo com bola, faltou uma vez capacidade para esticar o jogo na frente, com jogadores desequilibradores no 1x1. A primeira parte foi fraca e o golo de Otamendi, diga-se, caiu do céu. Na segunda parte, assistiu-se ao Benfica de José Mourinho, competitivo até ao fim. No entanto, dá sempre a sensação que falta algo mais no último terço, sobretudo na capacidade de risco.

Árbitro

Tarde difícil para João Gonçalves. Deixou escapar um penálti para o Sporting de Brada, depois de um pisão de Leandro Barreiro em Pau Victor. O penálti a favor dos bracarenses foi bem ajuizado. Na segunda parte, o golo de Samuel Dahl foi anulado sem razão de ser, dado que não há falta de Richard Ríos sobre Vítor Carvalho. Jogo difícil de apitar sem a devida ajuda do VAR Tiago Martins.

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