O filho mais velho de Luís Nani, Lucas Cunha, assinou um contrato de formação com o Sporting, regressando a uma casa que o jovem de 12 anos (e o seu pai) bem conhecem.
Luís Nani voltou a estar na Academia Cristiano Ronaldo para uma ocasião marcante e especial na sua vida. O seu filho mais velho, Lucas Cunha, assinou esta quarta-feira um contrato de formação com o Sporting, onde irá ingressar a equipa de sub-15.
Ainda que o jogador tenha apenas 12 anos de idade, irá competir no escalão acima dada a qualidade que os leões vêm no jovem, que é filho de uma figura incontornável do clube de Alvalade.
Este é, de facto, um regresso a uma casa que Lucas já conhece bem, visto que foi no Sporting que começou a sua formação enquanto jogador de futebol, tendo tido uma passagem pela Nani Football Academy, escola de futebol do seu pai.
"Uma nova aventura, numa casa que conheces bem! Mas agora um pouco mais sério e mais real. Só posso dizer-te: diverte-te e dá o teu melhor, o resto deixamos nas mãos de Deus. Que Ele te acompanhe e ilumine a cada passo, pelos quatro cantos do mundo. Que sejas feliz e abençoado, seja no que for que te tornares estaremos aqui sempre para te apoiar. O pai ama-te", escreveu o antigo internacional português nas redes sociais.
A razão para Nani ter escolhido o Sporting... ao Benfica
Nani concedeu uma extensa entrevista no passado mês de Fevereiro, à mais recente edição da revista britânica FourFourTwo, na qual abordou diversos temas, começando desde logo, pelos primeiros passos no mundo do futebol.
"Passei por uma situação bastante incomum, de treinar com Benfica e Sporting ao mesmo tempo. Mais tarde, ambos os clubes convidaram-me para fazer a pré-temporada, e, ao início, disse 'sim' a ambos. Foi de loucos. No final, escolhi o Sporting porque tinha um amigo lá, e, para ser honesto, também era o clube do qual eu gostava mais", afirmou.
Nesta mesma entrevista, o internacional português 'abriu o livro' sobre como foi jogar com Cristiano Ronaldo, numa fase tão precoce da carreira: "Naquela altura, ele não pensava em nada disto. Nós, simplesmente, jogávamos e desfrutávamos. Nós tínhamos a ambição e o sonho de, um dia, nos tornarmos futebolistas profissionais".
"No entanto, nós também sabíamos que, até chegarmos verdadeiramente lá, é pouco mais do que uma ilusão. No final, tudo aconteceu muito depressa. As oportunidades chegaram, e nós não as deixámos escapar. Aquele espírito de sacrifício que nós tínhamos, desde tão tenra idade, foi fundamental", reflectiu.
"Mesmo como miúdo, ele já se destacava além de todos os outros. Ele sabia exactamente o que é que queria. O Cristiano vivia o futebol com uma enorme paixão. Se ele não vencesse ou as coisas não lhe corressem bem, chorava. Isso demonstrava o quão comprometido ele estava e a intensidade com a qual vivia este desporto", concluiu.
