O FC Porto tem em mãos uma missão complexa para a próxima temporada, mas certamente que André Villas-Boas terá maiores facilidades do que quando Francesco Farioli chegou ao clube.
Depois de um título conquistado na I Liga, o presidente portista está já a preparar uma transição para 2026/27 que aparenta ser muito menos complicada do que a passagem de 2024/25 para a época atual, que coincidiu com a contratação do técnico italiano para a cidade Invicta.
Desta vez, o plantel já está praticamente composto, sendo apenas necessário limar alguns detalhes em certas posições e colmatar possíveis saídas na janela de transferências que aí se aproxima.
O FC Porto poderá agora olhar mais para um reforço sustentável do grupo que acaba de se sagrar campeão nacional, ao invés de ter que investir como nunca tinha feito para melhorar a equipa significativamente.
Mercado de verão foi complicado, mas promete trazer menos problemas
Na transição para a temporada 2025/26, foi feito um investimento nunca antes visto por parte de uma direção do FC Porto, devido à necessidade urgente de reforços para várias áreas do terreno.
Com mais de 90 milhões de euros pagos em verbas de transferências e empréstimos, foram contratados 11 jogadores que se provaram fundamentais para a conquista da I Liga por parte da equipa de Francesco Farioli. São exemplos disso os casos de Victor Froholdt, Gabri Veiga (que ainda chega antes do treinador italiano), Alberto Costa, Borja Sainz e até a dupla polaca de Jan Bednarek e Jakub Kiwior, o último numa cedência temporária que Villas-Boas tornou permanente nos últimos dias.
Devido ao grande volume de entradas, não será necessária uma nova revolução no plantel, visto que o objetivo passa por manter o núcleo duro junto e crescer a qualidade do mesmo, com investidas cirúrgicas no mercado de transferências.
Ataque pode ser visado mesmo sem saídas, meio-campo em precaução de 'raide'
As áreas que poderão ser mais mexidas neste período de transição ocorrem mesmo do meio-campo para a frente. No miolo acabará por ser por necessidade em caso de saídas do plantel, mas o ataque acabará mesmo por ser uma prioridade para os responsáveis do FC Porto.
André Villas-Boas quererá ter três pontas de lança de qualidade para lutar pela titularidade, para não correr o mesmo risco do que aconteceu nesta temporada, com duas lesões prolongadas a obrigarem Farioli a rodar com apenas Deniz Gul e Terem Moffi.
Onde pouca coisa deverá mudar é na linha defensiva, visto que já foram tomadas precauções com a transformação do negócio de Kiwior numa transferência permanente, tendo também o 'reforço' da casa em Nehuén Pérez, que já está a fazer treino condicionado no relvado e deverá estar a 100% no início da próxima época.
A baliza pode sofrer algumas alterações, principalmente depois de Farioli ter percebido que um suplente como Cláudio Ramos não é suficiente no caso de Diogo Costa se lesionar ou, pior, deixar o clube azul e branco no próximo defeso.
Prevê-se, portanto, uma transição mais suave no que a mudanças no plantel diz respeito, com o investimento dos milhões de euros conseguidos pela qualificação direta para a fase de liga única da Liga dos Campeões a ter de ser direcionado para mais qualidade para atacar com 'unhas e dentes' essa competição e voltar a fazer rotina as noites europeias da prova milionária no Estádio do Dragão.
