O Fulham não perdeu pela demora, e, imediatamente após ter anunciado a saída de Marco Silva (que recusou renovar contrato, preferindo rumar ao Benfica), deu início à 'caça' por um novo treinador, com vista à temporada desportiva de 2026/27, tendo, inclusive, já dois nomes em cima da mesa para ocupar o cargo.
De acordo com informações adiantadas, esta quarta-feira, pela rádio britânica talkSPORT, uma das opções que mais agrada aos cottagers é Kieran McKenna, que, na já findada época, conduziu o Ipswich Town à segunda posição do Championship (com 84 pontos em 46 jornadas, menos 11 do que o campeão, o Coventry City) e consequente promoção à Premier League.
Este regresso ao principal escalão do futebol inglês fez, no entanto, com que a cláusula de rescisão do norte-irlandês 'disparasse' para os oito milhões de libras (9,3 milhões de euros), algo que, aliado à concorrência de vários outros clubes, pode vir a complicar de sobremaneira uma eventual viagem para Craven Cottage.
Outra das alternativas cogitadas pela formação londrina é Thomas Frank, que está livre desde o passado mês de fevereiro, quando foi demitido do leme do Tottenham e consequentemente substituído, primeiro, por Igor Tudor, e, depois, por Roberto de Zerbi, que acabaria por garantir a manutenção, na derradeira ronda do campeonato.
Antes disso, o dinamarquês de 52 anos de idade passou um total de sete anos no comando técnico do Brentford, somando um total de 131 vitórias, 77 empates e 105 derrotas ao cabo de 313 encontros oficiais, e promovendo o clube à Premier League pela primeira vez em mais de 100 anos de história, em 2022.
Marco Silva vai receber menos no Benfica do que receberia no Fulham
O Fulham tentou, até ao último instante, 'segurar' Marco Silva, fazendo-lhe mesmo chegar às mãos uma proposta de renovação que contemplava um ordenado anual na ordem dos 7,5 milhões de euros, isto é, sensivelmente o dobro daquele que constava no anterior contrato, que termina já no próximo dia 30 de junho.
Os cottagers também terão prometido ao treinador português que iriam investir fortemente no próximo mercado de transferências de verão, depois de o próprio ter assumido, publicamente, que ficou insatisfeito pela maneira como estes agiram, na última janela. No entanto, nem um nem outro argumentos foram suficientes para evitarem o 'adeus'.
O lisboeta está na iminência de regressar a Portugal, para orientar o Benfica... onde até irá receber menos do que receberia se tivesse optado por permanecer em Londres. No Estádio da Luz, terá à espera um vínculo válido por dois anos (com mais um de opção), com um vencimento na ordem dos cinco milhões de euros líquidos por época.
O acordo entre ambas as partes é, de resto, total, não tendo apenas sido comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) devido à situação pouco usual na qual se encontra o (ainda) timoneiro das águias, José Mourinho, cujo futuro está totalmente dependente das eleições... do Real Madrid.
Milhares de sócios merengues vão ser chamados a depositar os seus votos, no próximo domingo, estando o regresso do Special One ao Santiago Bernabéu dependente da vitória de Florentino Pérez (a quem já deu a palavra em como irá assinar um vínculo dois anos, mais um de opção) perante Enrique Riquelme.
Caso este cenário se venha a confirmar, o sadino até pode ser oficialmente anunciado como sucessor de Álvaro Arbeloa no leme do emblema blanco logo na segunda-feira, abrindo, assim, caminho para que Marco Silva seja, também ele, apresentado como o homem escolhido por Rui Costa para tomar o seu lugar no banco de suplentes dos encarnados.
