Emmanuel Petit, 'lenda viva' do Arsenal, defende que o clube deveria equacionar seriamente a possibilidade de 'correr', não só com o ex-Sporting Viktor Gyokeres, como também com Gabriel Martinelli e Gabriel Jesus.
O Arsenal deu a temporada desportiva de 2025/26 por terminada 'apenas' com a conquista da Premier League, depois de ter sido finalista vencido na Liga dos Campeões (diante do Paris Saint-Germain) e na Taça da Liga (contra o Manchester City), e de não ter ido além dos 'quartos' da Taça de Inglaterra (onde foi derrotado pelo Southampton).
Para Emmanuel Petit, antigo internacional francês que se destacou ao serviço do clube, com 11 golos e 21 assistências ao cabo de 118 jogos oficiais, entre 1997 e 2000, o 'diagnóstico' é positivo... mas não tanto quanto poderia ser, pelo que os gunners devem equacionar a possibilidade de levarem a cabo uma 'mini-revolução' no plantel.
"Antes de trazerem novos jogadores, eles também têm de mostrar a alguns jogadores a porta de saída... Para mim, a jogadores como [Gabriel] Martinelli, [Gabriel] Jesus ou [Viktor] Gyokeres. Sobre ele, não sei, porque acabou de chegar ao clube", começou por afirmar, em declarações prestadas à rádio britânica talkSPORT.
"Eu manteria [Leandro] Trossard. [Noni] Madueke, para mim, não é bom o suficiente, lamento dizê-lo, mas tem de fazer muito mais do que aquilo para melhorar. Ainda assim, precisamos, claramente, de extremos e, provavelmente, de um ponta de lança com velocidade, qualidade técnica e grandes movimentações. Temos de melhorar na frente", prosseguiu.
"Eu penso que é fácil perceber aquilo que está a faltar ao Arsenal, que, para mim, são extremos. Tens de ter extremos fortes e poderosos, com qualidade técnica, que consigam fazer a diferença, nas alas", completou o agora comentador desportivo, de 55 anos de idade, que também brilhou ao serviço de Chelsea, Barcelona e AS Monaco.
Os altos e baixos de Viktor Gyokeres
Viktor Gyokeres, recorde-se, chegou ao Emirates Stadium no passado mercado de transferências de verão, proveniente do Sporting, na sequência de uma autêntica 'novela' que se prolongou por meses, e que culminou num acordo avaliado em 65 milhões de euros, mais dez milhões de euros em forma de bónus.
Na primeira época passada em Londres, o internacional sueco somou um total de 21 golos e quatro assistências ao cabo dos 55 jogos em que foi utilizado pelo treinador espanhol Mikel Arteta. Isto, depois de, nas duas anteriores, ter marcado 97 tentos e dado outros 27 a marcar, em 94 partidas de leão ao peito.
Agora, o avançado vira todas as atenções para o Campeonato do Mundo, prova que irá decorrer nos Estados Unidos da América, no Canadá e no México, entre os dias 11 de junho e 19 de julho, e para a qual a 'sua' Suécia só conseguiu apurar-se com recurso aos playoffs, onde deixou para trás Ucrânia e Polónia.
A formação escandinava está inserida no Grupo F, o que significa que irá batalhar com Tunísia (a 15 de junho, no Estadio BBVA Bancomer, em Monterrey), Países Baixos (a 20 de junho, no NRG Stadium, em Houston) e Japão (a 26 de junho, no Arrowhead, em Kansas City) pelo apuramento para os 16avos de final.
