Enviado De Trump Insiste Em Itália No Mundial: "Não Devia Recusar"

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Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos da América para as parcerias globais, voltou a insistir na presença de Itália na fase final do Campeonato do Mundo deste verão, sublinhando que a equipa transalpina tem mais de 50 por cento de probabilidades de marcar presença na prova que vai decorrer nos Estados Unidos da América, no Canadá e no México entre os meses de junho e de julho.


"Qual é a probabilidade de a Itália participar no Mundial? Acho que é superior a 50%. Vou encontrar-me com Infantino em Miami por ocasião do Grande Prémio de Fórmula 1, este fim de semana. Não deveria haver um Mundial sem a Itália, a decisão caberá a Gianni Infantino e a Donald Trump", começou por dizer Zampolli no programa "La Politica nel Pallone", na RAI Gr Parlamento, citado pelo portal italiano Tuttomercato.

"Vi que o Irão ainda não estava confirmado devido à guerra. Perguntei ao Infantino se havia alguma possibilidade de a Itália ser repescada. Além disso, os vistos para os EUA são muito difíceis de obter e não queremos pessoas que possam cometer erros. Se enviarmos pessoas que não são bem-vindas aos Estados Unidos da América, é melhor que não venham", prosseguiu

"A resposta do Trump? Não falei diretamente com ele, mas ele não se pronunciou. Os jogadores iranianos são muito, muito bem-vindos, mas o Secretário de Estado Rubio foi claro quanto ao facto de que não podem trazer pessoas que não sejam bem-vindas aos EUA. Se o Irão não participar, não sei se estamos preparados para colocar alguém no lugar deles, mas tudo pode acontecer", finalizou Paolo Zampolli.

Itália já recusou ideia de substituir o Irão

Depois deste rumor já ter surgido nos últimos dias, Andrea Abodi e Giancarlo Giorgetti, ministros, respetivamente, do Desporto e da Economia, colocam totalmente de parte a proposta de Donald Trump. Também o presidente do Comité Olímpico Nacional Italiano (CONI), Luciano Buonfiglio, repudiou a ideia da repescagem, garantindo que a qualificação se tem de conquistar em campo.

"Primeiro que tudo, não creio que seja possível. Em segundo lugar, sentir-me-ia ofendido. É preciso merecer ir ao Mundial", afirmou há dias o presidente do CONI.

""Em primeiro lugar, não é possível. Em segundo lugar, não é oportuno. Não sei o que é que vem primeiro, mas a qualificação decide-se em campo. Considero isso uma coisa vergonhosa. Eu ficaria envergonhado", declarou, por seu turno, Andrea Abodi, à margem de um evento que teve lugar no Palácio do Quirinal, em Roma. Isto, depois de a squadra azzurra ter falhado (surpreendentemente) o apuramento para um Campeonato do Mundo pela terceira vez consecutiva.

Fatemeh Mohajerani, porta-voz do governo do Irão, já tinha garantido, de resto, que o país está "totalmente preparado" para disputar o torneio, no qual se encontra integrado no Grupo G, juntamente com Nova Zelândia, Egito e Bélgica.

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