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FIFA Quer Punir Jogadores Que Tapem A Boca Para Insultar Adversários, Como Fez Prestianni Com Vini Jr.

 


O alegado caso de racismo que envolver Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior pode levar a medidas drásticas por parte da FIFA. Mikael Silvestre, antigo jogador do Manchester United, que atualmente integra a Comissão de Jogadores da FIFA, foi confrontado esta quarta-feira com o que se passou no jogo da primeira mão do playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, entre Benfica e Real Madrid (0-1).


O antigo jogador francês, um dos 16 membros do Painel da Voz dos Jogadores da FIFA, revelou que este organismo está a discutir a possibilidade de, no futuro, os jogadores poderem vir a ser castigados por se dirigirem a adversários com a boca tapada, à semelhança daquilo que Prestianni fez com Vinícius Júnior no Benfica-Real Madrid desta terça-feira.

"Estamos a tentar encontrar formas de sancionar jogadores que estão a falar enquanto tapam a boca, porque uma coisa é falar sobre táticas com os nossos colegas de equipa ou ter uma discussão casual, mas claramente havia ali ódio entre os jogadores. Especialmente de um para o outro", começou por dizer o antigo internacional por França, numa entrevista à estação televisiva britânica Sky Sports.

"E talvez seja necessário sancionar este tipo de comportamento, quer quando se coloca as mãos à frente da boca ou quando se cobre com a camisola, como ele fez. Portanto, estas coisas precisam de tempo, porque também precisamos de falar com os árbitros, o que podem fazer e o que não podem fazer. Portanto, é um trabalho em curso, mas pelo menos há um momento em que toda a gente está consciente", vincou o ex-jogador do Manchester United.

Apesar de ter confirmado que estão a ser ponderadas alterações às atuais regras, Mikael Silvestre não escondeu que vai ser muito difícil para a UEFA provar o alegado insulto racista de Prestianni a Vinícius Júnior.

"O Kylian Mbappé apresentou-se e disse que ouviu claramente o que o jogador disse. Neste caso, pelo menos, podem-se obter testemunhos. Mas o facto é que também é difícil. É basicamente difícil para o árbitro ter provas do que está a acontecer para a investigação, fazer tudo tão rapidamente porque o jogo da segunda volta é daqui a sete dias. E se se provar que algo é realmente verdade, então o jogador não deve poder jogar, deve ser suspenso, deve ir para um programa educativo porque este tipo de comportamento não é possível", finalizou.

Recorde-se que o clube da Luz garantiu "total espírito de colaboração" com UEFA, que nomeou, entretanto, um Inspetor de Ética e Disciplina para investigar o caso, prevendo-se a audição de ambos os atletas nos próximos dias, enquanto o presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse estar chocado e pediu que se responsabilizem os culpados.

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