DOIS MUNDOS EM GUERRA! Das Toalhas aos Urinóis, Até o AR CONDICIONADO "Ferveu" no Clássico FC Porto-Sporting

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No final da 21.ª jornada da I Liga, a luta pelo título de campeão nacional está tal e qual como começou, visto que FC Porto e Sporting empataram a uma bola, fruto dos golos assinados por Seko Fofana e Luis Suárez (este, na recarga de uma grande penalidade defendida por Diogo Costa), aos 76 e 90+9 minutos, respetivamente.


Os homens de Francesco Farioli seguem na frente da classificação, com 56 pontos, mais quatro do que os de Rui Borges, quando restam apenas 13 rondas por disputar. Isto, depois de um Clássico que ficou marcado por inúmeras polémicas, não só dentro, como, sobretudo, fora das quatro linhas, que prometem fazer correr muita tinta, ao longo dos próximos dias.

Com isso em mente, o Desporto ao Minuto apresenta-lhe a ordem cronológica dos episódios que marcaram este embate, cujo desfecho acaba por beneficiar... o Benfica, que, na véspera, recebera e batera o Alverca, por 2-1, reduzindo, desta maneira, para sete pontos a distância para o topo da classificação.

Fogo de artifício para perturbar o sono

O 'filme' começou a desenhar-se... logo de madrugada, quando um grupo de adeptos alegadamente afeto aos dragões lançou fogo de artifício, nas imediações da unidade hoteleira na qual os eternos rivais estavam instalados, em Vila Nova de Gaia, na tentativa de os desestabilizarem, tal como já tinham feito, recentemente, antes da receção ao Benfica.

Durante a tarde, instalaram-se as dúvidas sobre a realização da própria partida, mas, neste caso, por culpa do nevoeiro que se abateu sobre o Estádio do Dragão, e que só começou a levantar-se quando faltava, aproximadamente, hora e meia para o apito inicial, pelo que este arrancou mesmo à hora certa.

Hjulmand provocado com... Atlético de Madrid

As horas que se seguiram foram bem mais calmas, mas, já no relvado do Estádio do Dragão, deu-se um novo momento insólito, quando um adepto dos azuis e brancos atirou uma camisola do Atlético de Madrid a Morten Hjulmand, quando este se preparava para recolher aos balneários, após o aquecimento.

Isto, numa clara referência ao episódio que marcou a reta final do passado mercado de transferências de inverno, quando a direção liderada por Frederico Varandas recebeu um alerta de proposta (que acabou por não concretizar-se) pelo capitão, que levou a que este fosse afastado do triunfo sobre o AVS, por 3-2, após prolongamento.

Fumarada e penáltis animaram o jogo

Naquele que foi um Clássico marcado por uma abordagem conservadora, de parte a parte, Luís Godinho acabou por ter uma noite relativamente tranquila, ainda que o golo da igualdade verde e branca tenha chegado na sequência de uma grande penalidade que o próprio assinalou, por mão na bola de Francisco Moura.

Ainda na primeira parte, o árbitro da Associação de Futebol de Évora viu os homens da casa reclamarem uma grande penalidade, por suposta falta de Maxi Araújo sobre Pepê, mas nada assinalou. Mais tarde, viu-se mesmo obrigado a interromper o jogo, na sequência da fumarada provocada pela deflagração de engenhos pirotécnicos.

Apanha-bolas assumiram o protagonismo

Quem também fez questão de 'mexer' com este duelo entre eternos rivais foram os apanha-bolas, que, no regresso dos balneários, viu desaparecer as toalhas que estavam junto à baliza que defendiam, num episódio em tudo semelhante àquele que marcou, quer as meias finais, quer a final do Campeonato Africano das Nações (CAN).

Mais tarde, a influência destes elementos voltou a fazer-se sentir. Mais concretamente, na reta final, quando fizeram 'desaparecer' as bolas e os pinos sobre os quais estas se encontravam, na tentativa de atrasarem o reatamento do jogo, numa clara violação aos regulamentos impostos, esta época, pela Liga Portugal.

Afinal, o que se passou no balneário do Sporting?

A derradeira controvérsia teve lugar logo após o apito final, quando o Sporting se queixou de uma tentativa de provocação por parte do FC Porto, devido à colocação de capas de jornal com feitos dos dragões, no balneário, por cima dos urinóis. Estes, no entanto, defenderam-se, garantindo que estas já lá estavam desde setembro.

Os bicampeões nacionais em título alegaram, ainda, que o ar condicionado estaria no máximo, além de que a sala anexa, por norma, destinada à utilização por parte do staff, estaria trancada.

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