Rui Patrício, o guarda-redes mais internacional de sempre por Portugal, pendura as luvas aos 37 anos.
É o fim de uma era no futebol português. Rui Patrício pendura as luvas aos 37 anos, colocando assim um final numa carreira de sucesso no futebol português e internacional. “Campeão Europeu em 2016 e vencedor da Liga das Nações em 2019, Rui Patrício foi presença regular nas grandes competições internacionais. Esteve no Euro 2008, mas apenas fez a sua estreia pela Seleção A em novembro de 2010, frente à Espanha”, começa por salientar a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) numa mensagem.
“O seu último jogo pela Equipa das Quinas aconteceu em março de 2024, diante da Suécia. Ao longo de mais de uma década, Rui Patrício não falhou um único jogo de qualificação para Campeonatos da Europa ou do Mundo. Com 108 jogos pela Seleção Nacional A, é o guarda-redes mais internacional de sempre e integra o restrito grupo de futebolistas portugueses que ultrapassaram a marca simbólica das 100 internacionalizações”, acrescenta a FPF.
Detalhe peculiar na hora do adeus
Existem dois detalhes que acabam por marcar este adeus ao futebol. O primeiro é que é assumido de forma direta pelo jogador, mesmo que através da FPF. Vários são os casos de jogadores portugueses, como por exemplo Simão Sabrosa, que terminaram as carreiras quase sem que ninguém se apercebesse disso. O outro é mais curioso. Apesar de estar sem clube, Rui Patrício termina a carreira depois de ter defendido as cores do clube que representou menos vezes. O guarda-redes foi contratado pelo Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos, para disputar o Mundial de Clubes. O português foi titular em dois jogos, tendo sofrido seis golos nas partidas. Somou uma derrota e um empate.
Cinco troféus conquistados pelo Sporting
Formado no Sporting, Rui Patrício deixou Alvalade no verão de 2018. Mudou-se para Inglaterra para defender as cores do Wolverhampton. Por lá ficou até 2021, ano em que se mudou para Itália para representar a Roma. Jogou ainda pela Atalanta antes do contrato de curta duração com o Al-Ain. Apesar de ter conquistado cinco troféus pelo Sporting, nunca foi campeão em Portugal. Na Roma conquistou ainda uma Liga Conferência. Agora, despede-se dos relvados.
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