Durante as eleições do Benfica muito se discutiu a ausência de um chief scout na direção liderada por Rui Costa. O que levou o presidente, entretanto reeleito, a garantir que caso continuasse no cargo apresentaria a pessoa escolhida para o cargo no dia seguinte. “A pessoa está empregada e se eu não ganhar as eleições essa pessoa vai continuar onde está, naturalmente”, disse. A verdade é que o dirigente demorou e ainda não apresentou oficialmente o novo membro da estrutura do Benfica.
De acordo com informações avançadas pelo Record, existe um motivo para que o novo chief scout não tenha sido apresentado anteriormente. Escreve o desportivo que a escolha de Rui Costa era Paulo Meneses, coordenador do departamento de scouting do Braga. Só que a alegada ausência de acordo com os arsenalistas levou o negócio a ruir. É por isso que só agora há um nome para a função.
“Representa uma mudança conceptual relevante”
Várias notícias dão conta de que o novo chief scout do Benfica é Patrick Dippel. O alemão, de 45 anos, conta com uma experiência de 20 anos e chega após ter estado nos suíços do Basileia. Do seu percurso faz ainda parte a Federação Alemã de Futebol e clubes como Bayern de Munique, Hamburgo e Sturm Graz. É reconhecido como um pioneiro no uso de Inteligência Artificial e análise de dados no scouting.
Esta contratação é bem vista por Nuno Félix, scout internacional.“Dippel não é um scout no sentido clássico do termo. O seu percurso profissional começa e desenvolve-se, durante largos anos, em departamentos de análise, com passagens tão significativas quanto o foram a DFB (Federação Alemã), ou o Bayern de Munique. A observação em estádio não foi o ponto de partida da sua carreira, mas antes a análise de jogo, de desempenho e de dados, num modelo em que o vídeo, a contextualização estatística e a leitura estrutural do jogador antecedem, e muitas vezes se sobrepõem, ao olhar presencial. Este detalhe não é menor. Pelo contrário: representa uma mudança conceptual relevante num clube historicamente associado a redes extensas de live scouting e a uma cultura muito assente no ver com os próprios olhos”, defende.
Fotos: Basileia
