A confusão era tanta que, esta sexta-feira, a organização da Bola de Ouro não teve alternativa a não ser explicar, através das plataformas oficiais, que a votação para o tão badalado Ballon d'Or Of All Time ('Bola de Ouro de Todos os Tempos, ou BOAT) não se traduzirá em qualquer tipo de distinção, na gala agendada para as 20h00 (hora de Portugal Continental) da próxima segunda-feira, no London Palladium Theatre, em Inglaterra.
"O BOAT é exclusivamente uma votação pública organizada para celebrar a paixão dos nossos adeptos. Não é, nem um troféu físico, nem um prémio oficial entregue na nossa cerimónia. Para esta ocasião, os adeptos de todo o mundo podem votar no seu vencedor favorito de sempre da Bola de Ouro", pode ler-se.
A prestigiada revista France Football sublinha, ainda, que este reconhecimento nada tem a ver com a "lendária Super Bola de Ouro", que foi entregue por uma única vez na história, em 1989, ao híspano-argentino Alfredo Di Stéfano, que foi eleito por leitores, jornalistas e antigos vencedores da Bola de Ouro 'normal' como o melhor jogador das três décadas anteriores.
"A resposta é inequívoca: não. São duas iniciativas inteiramente distintas, sem qualquer ligação entre ambas (...). Ao contrário do BOAT, a Super Bola de Ouro foi um troféu oficial, físico e histórico entregue pela France Football por uma vez na histórica (...). Desde então, a Super Bola de Ouro nunca mais foi entregue, e não há, neste momento, qualquer data oficial para uma segunda edição", remata.
Cristiano Ronaldo continua a 'golear' Lionel Messi e companhia
O esclarecimento por parte da organização da Bola de Ouro (que, desde 2024, é entregue pela France Football em parceria com a UEFA) surge depois de uma série de dias nos quais se multiplicaram notícias dando conta da autêntica 'goleada' que Cristiano Ronaldo estava a dar a todos os restantes concorrentes, no BOAT, onde cada voto custa um euro.
À hora da publicação deste artigo, a Bola de Ouro entregue ao internacional português, na temporada desportiva de 2007/08 (a primeira das cinco que conquistou ao longo da carreira, na altura, ainda durante a primeira passagem pelo Manchester United) seguia isolado na liderança desta votação, com 75% dos votos.
Logo atrás encontram-se os troféus de melhor jogador do mundo entregues a Lionel Messi, em 2010/11 e 2011/12 (ambos fruto daquilo que fez com a camisola do Barcelona)... com 9% das preferências cada. Isto, quando restam, sensivelmente, 72 horas para que as 'urnas' sejam definitivamente encerradas.
Na corrida a esta distinção encontram-se, ainda, as Bolas de Ouro atribuídas a Alfredo di Stéfano (em 1957 e 1959), Johan Cruyff (em 1971, 1973 e 1974), Franz Beckenbauer (em 1972 e 1976), Kevin Keegan (em 1978 e 1979), Karl-Heinz Rummenigge (em 1980 e 1981), Michel Platini (em 1983, 1984 e 1985), Marco van Basten (em 1988, 1989 e 1992), Ronaldo Nazário (em 1997 e 2002) e todas as outras de Cristiano Ronaldo (em 2013, 2014, 2016 e 2017) e Lionel Messi (em 2009, 2010, 2015, 2019, 2021 e 2023).
