O técnico do AC Milan, Ruben Amorim, revelou confiança no futuro do clube e no desempenho de Gonçalo Ramos, em entrevista à DAZN Itália. " Estou muito feliz por estar aqui", afirma o técnico português.
Depois de uma pausa competitiva, imposta pelos compromissos das seleções, o AC Milan de Ruben Amorim prepara-se para voltar à ação, tendo encontro marcado com o Sassuolo no domingo. O treinador português concedeu uma entrevista à DAZN Itália, emitida esta quinta-feira, e mostrou-se satisfeito pelos primeiros tempos em San Siro e revelou-se confiante no futuro.
"Penso que toda a gente sabe que o Milan é um dos meus clubes desde que era criança, porque toda a história do Milan está ligada às equipas portuguesas", começou por dizer Ruben Amorim.
"Quando era miúdo, o Milan era a melhor equipa de Itália e o futebol italiano era o melhor campeonato do mundo. Por isso, acompanhei este clube desde muito novo. Mas não foi apenas isso. Senti uma ligação com o clube, com o momento que está a atravessar, e depois com tudo o que fizeram para me trazer para cá. Senti que era o passo certo para mim. Até agora, tem corrido mesmo, mesmo bem. Houve grandes momentos e, por vezes, momentos difíceis, mas isso faz parte da experiência. Estou muito feliz por estar aqui e sinto uma grande responsabilidade em ajudar este clube a regressar ao lugar que merece", explicou.
"Nunca vou dizer ao Ramos para correr menos"
Ruben Amorim foi, ainda, desafiado a comentar o desempenho de Gonçalo Ramos, o reforço mais caro do AC Milan no verão, que apenas marcou um golo ao cabo dos primeiros seis jogos pelos rossoneri.
"Já disse isto em conferência de imprensa: nunca vou dizer que o Ramos deve correr menos e nunca o direi a outro jogador. Antes de mais, o mais importante é que estamos a marcar golos, e é isso que conta. Depois, sei perfeitamente que um avançado precisa de marcar e ele vai fazê-lo. Se olharem para a seleção portuguesa, penso que teve menos oportunidades para marcar. Às vezes, o futebol é assim, mas ele está a trabalhar muito e, se estamos a marcar golos, também é graças ao Gonçalo Ramos. Só tem de continuar a ajudar a equipa e a fazer aquilo que tem feito. Os golos vão chegar, de certeza", vaticinou.
Itália como Portugal?
O treinador português de 41 anos disse também estar no ponto certo da carreira para assumir um grande clube como o AC Milan, garantindo que o futebol italiano é semelhante ao português.
"A experiência que acumulámos nos outros clubes ajuda-nos em cada desafio. Itália é mais parecido com Portugal. É um tipo de pressão diferente, porque as pessoas fora do clube vivem a equipa de uma forma realmente apaixonada. É algo semelhante ao que acontece em Portugal e estou habituado a viver com isso. Em Inglaterra é um pouco diferente, obviamente. O Manchester United é um clube global, tal como o Milan, por isso tudo aquilo que fazemos tem uma dimensão maior, e isso ajudou-me a tentar comportar-me da melhor forma aqui no Milan", assumiu.
"Na minha cabeça, tudo aquilo que vivi ao longo da minha carreira serviu para chegar a este ponto, a este clube tão especial, e estar preparado para o ajudar. Sei que toda a experiência que tive no passado me vai ajudar tanto nos momentos positivos como nos momentos difíceis desta equipa", acrescentou, antes de revelar o grande objetivo que o AC Milan deve ter em mente.
"Ganhar todos os jogos. É essa a mentalidade que temos de ter. No final, depois, fazemos as contas. Para mim, esse é o objetivo sempre que começa uma semana. Sempre que entramos em campo, temos a responsabilidade de ganhar e não só: temos de procurar jogar um bom futebol", rematou Amorim.
Refira-se que o AC Milan contabiliza três vitórias em seis jogos desta nova temporada, tendo empatado dois e sofrido uma derrota, às mãos do Benfica, no arranque da Liga Europa.
Na Serie A, a equipa de Amorim soma 11 pontos e está no quinto lugar, mas apenas dois pontos da AS Roma, de Rodrigo Mora, que vai liderando a tabela classificativa.
