Sergi Altimira diz ter vivido "três primeiros meses muito bons", ao serviço do Sporting, mas quer mais e avisa que ainda "falta muita temporada" para que a equipa alcance os objectivos.
Sergi Altimira concedeu, este sábado, uma extensa entrevista à Sporting TV, na qual assumiu que viveu "três primeiros meses muito bons, muito intensos, de adaptação", no Sporting, depois de ter sido adquirido ao Real Betis, a troco de uma verba na ordem dos 18,25 milhões de euros, que pode vir a ascender aos 20,25 milhões de euros, mediante o cumprimento de objetivo desportivos.
"Surpreendeu-me o ambiente familiar que existe no clube. Todas as pessoas que trabalham no clube estão muito próximas do jogador e disponíveis para qualquer coisa de que necessitemos. Para um jogador como eu, que chega, é algo que se agradece sempre", afirmou o médio-defensivo, que disse, ainda assim, sentir-se já "totalmente adaptado" àquilo que lhe pede Rui Borges.
"É uma Liga muito diferente. Os relvados são diferentes, há adversários muito físicos e que se fecham muito quando jogam contra o Sporting, porque querem tirar-nos pontos. É complicado e isso faz com que seja uma Liga muito difícil, mas não deixa de ser também muito competitiva. Temos de continuar a melhorar, sobretudo no campeonato, para recuperar os pontos que perdemos ultimamente", prosseguiu.
"Acima de tudo, temos de ser exigentes connosco próprios e continuar a treinar ao máximo. Acho que se joga como se treina e, se treinarmos ao máximo e dermos tudo, é muito mais fácil que depois, no jogo, as coisas nos saiam melhor. Somos poucos neste momento, porque há muitos jogadores nas respectivas seleções, mas temos de exigir o máximo de nós próprios", completou.
"Já todos percebemos a grandeza e a exigência deste clube"
Sobre a entrada 'com o pé esquerdo' na nova temporada desportiva de 2026/27, com um empate a duas bolas com o Estrela da Amadora, no Estádio José Gomes, num jogo em que o Sporting chegou a ter na mão uma vantagem, de 0-2, o jogador de 25 anos de idade garantiu ter servido de lição para aquilo que aí vem.
"Temos de estar sempre alerta. Podemos vencer todos os jogos da pré-época, mas a competição é diferente. São adversários complicados, que competem, lutam e dão o máximo para somar os três pontos. Percebemo-lo logo na primeira jornada. Depois disso, a equipa melhorou bastante. Agora, como disse há pouco, temos várias coisas a corrigir, principalmente nos dois últimos jogos", refletiu.
"Somos muitas caras novas, mas já todos percebemos a grandeza e a exigência deste clube, tanto dentro do balneário como fora dele, e aquilo que as pessoas esperam de nós. Aqui, um empate sabe a derrota e isso diz muito sobre o clube e sobre a exigência que existe. Estamos todos conscientes disso e de que temos de dar o máximo por este clube", acrescentou.
"Ainda vamos a tempo"
A terminar, o espanhol dirigiu-se aos adeptos: "Sinto muito o seu carinho, tanto em casa como fora. Parece que jogamos sempre em Alvalade. Estamos muito gratos por isso. Tento dar sempre o meu máximo, primeiro para ganhar, por mim e pela equipa, e depois por eles, para que desfrutem connosco".
"Podemos prometer que vamos dar o máximo. Terminámos o último jogo com muita frustração e sabemos que temos de melhorar. Ainda vamos a tempo e isso é o mais importante: falta muita temporada, faltam muitos jogos. Podemos prometer que vamos dar o máximo em todos os jogos", concluiu.
