José Mourinho fez a antevisão à mais recente edição do dérbi madrileno, que no domingo coloca frente a frente os eternos rivais Real Madrid e Atlético. É o primeiro dérbi do português neste regresso a Espanha.
Domingo promete ser um dia escaldante em Espanha. A cidade de Madrid recebe a mais recente edição do dérbi da capital espanhola, com o Atlético de Madrid a receber o eterno rival Real Madrid, naquele que é o primeiro dérbi de José Mourinho no regresso a Espanha.
Na conferência de imprensa de lançamento do dérbi, José Mourinho, bem ao seu estilo, destacou a dimensão cultural dos dérbis, comparando este jogo diante do Atlético de Madrid com outros dérbis de outros países onde já treinou.
"É difícil porque quando vestes a camisola de um clube passas imediatamente a sentir o significado de tudo isso. Não há um dérbi em que vás pela rua na semana anterior e te digam vamos matar a Juventus ou outro. Ou te isolas e não tens contacto, ou a mensagem chega. São todos dérbis especiais. O que mais me surpreendeu, por inesperado, foi o AC Milan-Inter porque pensava que havia um pouco de ódio e surpreendeu-me porque têm boa relação, são amigos, o ódio está um pouco mais a norte. Em Portugal ou na Turquia, missão impossível", começou por dizer Mourinho.
Mourinho recusou qualquer tipo de comparações e considerou o Atlético de Madrid um candidato ao título.
"Penso que historicamente o Real Madrid não pode estar a comparar-se com ninguém. Falo de nós, dos nossos problemas, das coisas que temos de melhorar. Apesar de perceber que nestes meses do meu segundo período é difícil ouvir algo positivo sobre o Real Madrid, continuamos o nosso trabalho com humildade, e muito conscientes do poder que temos individual e coletivamente, das coisas muito boas que também temos na nossa equipa. Nos três jogos em que chegámos aos minutos finais a precisar de marcar para vencer ou empatar com o Real Betis, com uma força física, psicológica, entrega e determinação", destacou o treinador português.
"Pode dizer-se claramente, não é normal estar a ganhar 0-2 ao Elche e estar empatado aos oitenta e tal minutos, mas não é normal esse empate e depois ainda ter outras oportunidades, marcar e vencer. Também não é normal o que aconteceu frente ao Betis nos últimos minutos. Para além da qualidade, tem uma força muito importante que é a de um grupo. Tenho confiança de que, independentemente de tudo, o campeonato é uma maratona, não é sempre uma autoestrada sem qualquer obstáculo. Lá estaremos", frisou, antes de elogiar o rival madrileno.
"Não me peças para comparar plantel com plantel, Oblak com Courtois e Romero com Rüdiger. O que digo é que é um plantel forte, com muitas soluções, com um treinador que sabe o que quer, que escolhe jogadores de que gosta, que é o seu ADN, com muitos anos de trabalho. É uma equipa que olho para eles e considero que vão estar a lutar pelo campeonato, é assim que os vejo", ressaltou.
A fechar, Mourinho foi confrontado com a polémica das camisolas de apoio a Ceuta, uma vez que Kylian Mbappé e Vinícius Júnior não aderiram à campanha. Bem ao seu estilo, José Mourinho atirou: "Eu só falo de futebol."
