Extremo polaco de 24 anos foi um dos primeiros reforços de verão a chegar ao Benfica, mas não saiu do banco de suplentes nos últimos dois jogos. Kaminski custou 17 milhões de euros, mas não convence Marco Silva.
Há um novo eclipse no Benfica que custa... 17 milhões de euros. Jakub Kaminski foi um dos primeiros reforços assegurados pelas águias neste mercado de verão e até foi testado a titular nos jogos de pré-época, conseguindo também ser titular nas primeiras duas partidas oficiais. Desde então, o extremo polaco de 24 anos, que chegou à Luz oriundo do Wolsburgo, foi caindo a pique nas opções de Marco Silva e nos últimos dois jogos nem saiu do banco.
Na prática, Kaminski apenas teve a confiança do treinador das águias na eliminatória com os suíços do St. Gallen, sendo titular tanto na Suíça como na Luz, e assistindo para um dos golos no jogo da 2.ª mão.
Daí em diante, o internacional polaco foi relegado para segundo plano: foi suplente utilizado diante do Hearts, em casa e fora, e do Aarhus, na Luz. Já contra Académico de Viseu, Casa Pia, Aarhus, fora, e Estoril, nem saiu do banco.
O que explica o eclipse de Kaminski?
Kaminski foi oficializado como reforço do Benfica a 7 de julho, mudando-se para Portugal após quatro épocas no futebol alemão, onde vestiu as camisolas de Wolsburgo e Colónia, este último por empréstimo.
Em 2025/26, acumulou sete golos e três assistências em 36 jogos, um registo que levou a estrutura encarnada a apostar na sua contratação.
Com Gianluca Prestianni a ter de cumprir um castigo imposto pela FIFA, que o deixava de fora dos primeiros jogos na UEFA, e com Andreas Schjelderup a voltar mais tarde por ter estado no Mundial2025, Marco Silva viu-se obrigado apostar no extremo que tanto joga à esquerda como à direita.
O rendimento de Kaminski ficou sempre longe de ser impressionante, especialmente no capítulo do último passo, e acabaria por sair do onze na 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa, altura em que Prestianni assumiu o lugar e não mais de lá saiu.
O extremo argentino depressa mostrou estar a um grande nível, correspondendo a aposta de Marco Silva de forma categórica: cinco golos e uma assistência em sete jogos, tendo já superado a melhor marca goleadora da sua carreira.
O rendimento de Prestianni tem sido de tal forma elevado que nem Schjelderup conseguiu, ainda, entrar no onze base do Benfica. O internacional norueguês terminou a temporada passada a ser a figura maior do Benfica e até deu nas vistas no Mundial2026, mas neste momento está atrás do colega argentino nas escolhas de Marco Silva.
De resto, Prestianni tem sido o maior argumento de Marco Silva na hora de explicar a falta de aposta em Kaminski.
"Quanto é que custou o Lukebakio? Quanto é que custou Ríos? Quantos minutos jogaram nos últimos jogos? Podia dizer mais... Estou aqui para tomar decisões. Não quero individualizar. Fui muito claro. Isto é competição entre os jogadores. Estão à espera que tire o Prestianni para colocar o Kaminski? Vou tomar as melhores decisões para o próximo jogo", atirou Marco Silva, na antevisão ao jogo com o Estoril.
O reforço menos utilizado
O Benfica assegurou, até ao momento, seis reforços para a nova temporada, mas o caso de Kaminski só pode ser comparado com os de Jhon Durán e Clément Lenglet, que chegaram relativamente na mesma altura. Gabriel Índio também poderia ser inserido nestas contas, mas é uma aposta de futuro e encontra-se, sobretudo, a trabalhar na equipa B.
Kaminski acumula 163 minutos, um registo que o deixa atrás de Durán (213 minutos) e ainda mais distante de Lenglet (741 minutos).
