Pepe, antigo internacional português, saiu em defesa de Gianni Infantino depois das muitas críticas de outros antigos internacionais de várias selecções nos últimos dias, após todas as polémicas em que o presidente da FIFA se tem visto envolvido.
A polémica está prestes a 'estalar' entre os antigos jogadores internacionais e a culpa é de... Gianni Infantino. O presidente da FIFA recebeu críticas de alguns ex-atletas, mas Pepe, que representou a equipa de Portugal, saiu em defesa do líder da organização que gere o futebol mundial.
"Nos últimos dez anos, temos acompanhado de perto o trabalho desenvolvido pela FIFA e pelo presidente Gianni Infantino no sentido de garantir uma verdadeira representação dos jogadores no mundo do futebol - algo que, no passado, não existia", começou por escrever o antigo defesa central da selecção nacional portuguesa.
"Hoje, os jogadores têm voz e um lugar ativo no nosso desporto, através da participação em comités, projectos e grupos de trabalho. As nossas opiniões são ouvidas e muitas das iniciativas desenvolvidas em benefício do futebol são também construídas a partir das nossas reflexões, ideias, experiência e participação", continuou.
Para fechar a sua intervenção feita através das redes sociais, Pepe voltou a frisar que o futebol tem "poder para transformar vidas" e que estará "sempre disponível para apoiar a evolução do desporto".
"Sabemos o poder que o futebol tem para transformar vidas, contribuir para sociedades melhores e criar mais oportunidades para pessoas em todo o mundo. E continuamos comprometidos para levar essa esperança cada vez mais longe. Estaremos sempre disponíveis para apoiar a grande evolução que o nosso desporto tem vivido ao longo da última década, contribuindo para que o futebol continue a crescer e a beneficiar os países onde é vivido e praticado", concluiu.
A posição de Pepe sobre a ação de Gianni Infantino na FIFA© Instagram/Pepe
Posição surge após FPF anunciar não apoiar o plano de Infantino
Na missiva enviada hoje aos sócios da FPF e aos clubes dos três principais escalões, I Liga, II Liga e Liga 3, cujos campeonatos arrancam no fim de semana, o presidente da FPF, Pedro Proença, partilha a posição nacional sobre a polémica proposta do ítalo-suíço Gianni Infantino de comercialização dos Mundiais, entretanto excluída.
"No atual contexto internacional e perante a situação que se vive na FIFA, a FPF acompanhou, com sentido de responsabilidade institucional, a posição assumida pelas 55 Federações da UEFA, rejeitando a proposta de transferência de participações de propriedade no Campeonato do Mundo e noutras competições da FIFA para investidores privados", escreveu Pedro Proença.
No passado dia 28 de julho, o presidente da FIFA defendeu a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), integralmente detida pelo organismo para reunir os direitos comerciais, vendendo participações minoritárias a investidores privados, que não vão ter papel operacional na subsidiária, avaliada inicialmente em 20 mil milhões de dólares.
A proposta foi recebida com oposição geral e, no passado dia 1 de agosto, Infatino recuou e admitiu que o projeto não serviria "o objetivo inicial".
"O modelo proposto pela FIFA, ao colocar nas mãos de interesses privados decisões determinantes sobre o calendário internacional, os formatos competitivos e o desenvolvimento futuro do desporto, configuraria uma alteração profunda e inaceitável da natureza do futebol. Tal modelo não pode ser acolhido por quem tem o dever de proteger o jogo e de preservar o seu legado para as gerações futuras. Nunca abdicaremos destes valores, que são para nós inalienáveis, é a garantia que lhe deixo", vincou o presidente da FPF, na referida carta.
Antes, o antigo árbitro já tinha admitido que "desenvolvimento comercial do futebol legítimo e necessário", mas que "nunca poderá comprometer princípios essenciais de boa governação, mérito desportivo, mecanismos de solidariedade, estabilidade das competições ou a salvaguarda do futuro do jogo".
