Nick Kyrgios admitiu, esta quarta-feira, ter testado positivo para cocaína num teste antidoping no ATP de Maiorca, que remonta a 22 de junho, tendo sido alvo de uma suspensão preventiva. O tenista recorreu às redes sociais para assumir "um grande erro", dizendo ainda "assumir responsabilidade total".
"Recentemente falhei um teste antidoping em Maiorca depois de acusar positivo para cocaína. Cometi um grande erro e assumo total responsabilidade por isso. Peço desculpa aos meus fãs, à minha família, aos meus patrocinadores e a todos os que me são próximos. Acima de tudo, peço desculpa às crianças que me seguem. Sei o exemplo que isto dá e estou profundamente desiludido comigo próprio", começou por escrever Kyrgios.
"Não vou arranjar desculpas, mas quero dar algum contexto sobre o que tenho vivido. Nos últimos anos, as lesões tiveram um grande impacto em mim, tanto física como mentalmente. O meu corpo já não consegue fazer aquilo que a minha mente espera, e lidar com a possibilidade de estar perto do fim da minha carreira tem sido mais difícil do que alguma vez imaginei", admitiu.
Nick Kyrgios referiu, ainda, que por vezes sentiu-se "perdido e sozinho" no mundo do ténis, mas que "nada disso desculpa" o que fez.
"Sempre disse que não fui eu que escolhi o ténis - foi o ténis que me escolheu. Mas deixar algo que foi toda a minha vida é uma das coisas mais difíceis que já enfrentei. Por vezes senti-me perdido e sozinho. Nada disto desculpa o que fiz. No entanto, a boa notícia é que isto serviu como um alerta. Nos próximos 28 dias, vou afastar-me das redes sociais e da vida pública enquanto me foco em recuperar e ficar bem", vincou, deixando um pedido expresso.
"Peço que respeitem a minha privacidade durante esse tempo, e principalmente a da minha família. Peço desculpa. Vou trabalhar para melhorar e voltar mais forte", rematou o tenista.
O que diz a Agência Internacional para a Integridade do Ténis?
Em comunicado emitido esta quarta-feira, a ITIA confirmou a "suspensão provisória" de Nick Kyrgios, explicando a cronologia dos factos.
"A Agência Internacional para a Integridade do Ténis (ITIA) suspendeu provisoriamente o tenista australiano Nick Kyrgios ao abrigo do Programa Antidoping do Ténis. O jogador, de 31 anos, forneceu uma amostra durante um torneio ATP 250, em Maiorca, Espanha, a 22 de junho de 2026. A 17 de julho de 2026, um laboratório acreditado pela Agência Mundial Antidopagem (WADA) confirmou a presença de benzoilecgonina, um metabolito da cocaína", pode ler-se na nota oficial da ITIA.
"A cocaína é um estimulante e uma substância de abuso incluída na Lista de Substâncias e Métodos Proibidos da WADA, sendo proibida em competição ao abrigo do Programa Antidoping do Ténis. Quando consumidas fora de competição, as substâncias de abuso estão sujeitas a sanções reduzidas. Devido à natureza da substância, a suspensão provisória é obrigatória e está em vigor desde 4 de agosto de 2026", esclarece.
A Agência Internacional para a Integridade do Ténis frisa, ainda, que Kyrgios "tem o direito de recorrer da suspensão provisória", mas revela que "até ao momento não o fez", recordando que disponibiliza apoio ao tenista.
"Durante o período de suspensão, Kyrgios está impedido de participar, exercer funções de treinador ou estar presente em qualquer evento organizado ou sancionado pela World Tennis, WTA, ATP, torneios do Grand Slam ou qualquer associação nacional", conclui a ITIA.
