Defesa inglês que, assim, só poderá voltar a competir neste Campeonato do Mundo se Inglaterra chegar à final. Quansah foi expulso contra o México depois de ter visto um cartão vermelho direto.
OComité Disciplinar da FIFA anunciou, esta quinta-feira, que aplicou uma suspensão de dois jogos a Jarell Quansah por ter sido expulso na vitória de Inglaterra sobre o México (3-2) nos oitavos de final do Mundial2026.
Menos de uma semana depois do mesmo organismo ter revertido o cartão vermelho mostrado a Folarin Balogun, dos EUA, após Donald Trump ter telefonado a Gianni Infantino, eis que a FIFA decidiu aplicar um castigo ao defesa inglês que, assim, só poderá voltar a competir neste Campeonato do Mundo se Inglaterra chegar à final.
"Suspensão de dois jogos por violação do artigo 14.º do Código Disciplinar da FIFA. O castigo será cumprido nos próximos jogos da seleção inglesa no Mundial2026, em conformidade com o artigo 69.º do Código Disciplinar da FIFA", pode ler-se no comunicado da FIFA.
Depois do polémico caso que envolveu Balogun - que pôde defrontar a Bélgica nos oitavos de final - a Football Association estava a considerar recorrer do cartão vermelho mostrado a Quansah, depois do VAR ter entrado em ação para alertar o árbitro para a gravidade da falta.
Quansah recebeu ordem de expulsão após o árbitro Alireza Faghani consultar as imagens da transmissão televisiva, que mostravam os pitons do defesa inglês a acertar em cheio em Jesús Gallardo.
Assim sendo, Quansah vai falhar não só o jogo frente à Noruega, agendado para a noite de sábado, como também será ausência certa caso a seleção dos três leões consiga passar às meias-finais, onde vai defrontar Argentina ou Suíça.
O que se passou com Folarin Balogun?
Ao contrário de Quansah, a FIFA decidiu suspender o cartão vermelho mostrado a Balogun no duelo entre os EUA e a Bósnia, em plenos 16avos de final. O cartão vermelho só foi mostrado depois do árbitro ir consultar as imagens, mas o Comité Disciplinar da FIFA acabaria por anular o mesmo, numa decisão motivada pela intervenção de Trump.
O presidente dos EUA, desagradado com a decisão, decidiu telefonar diretamente para Infantino, presidente da FIFA, e o jogador norte-americano acabaria ilibado, podendo mesmo defrontar a Bélgica, mas sem conseguir impedir a eliminação da seleção anfitriã (1-4).
"A Comissão Disciplinar da FIFA decidiu aplicar o artigo 27.º do Código Disciplinar da FIFA, que lhe confere poder discricionário para suspender a execução de medidas disciplinares, determinando que a suspensão de um jogo fique suspensa por um período experimental de um ano. Assim, Balogun não terá de cumprir imediatamente o castigo", explicava a FIFA.
"A sanção permanecerá suspensa durante esse período de um ano e só será executada caso o jogador volte a cometer uma infração de natureza e gravidade semelhantes nesse intervalo. Se tal acontecer, a suspensão de um jogo agora suspensa será cumprida, acumulando-se à nova sanção que venha a ser aplicada pela infração posterior", rematava o organismo que rege o futebol mundial.
Tratando-se de uma exceção, esta decisão deu muito que falar e motivou muitas críticas, com a UEFA a apontar o dedo à FIFA e a lamentar que "linhas vermelhas tenham sido ultrapassadas".
