Collina Quebra Silêncio! VAR Acertou No Argentina-Egito E Nega Influência Política Na FIFA

0

 



O antigo Pierluigi Collina, chefe do Comité de Arbitragem da FIFA, concedeu, ao início da manhã desta quinta-feira, uma extensa entrevista aos meios oficiais do organismo que gere o futebol mundial, na qual abordou os lances polémicos do jogo entre a Argentina e o Egito., no qual os egípcios defendem que foram prejudicados.


Collina vai ainda mais longe e saiu em defesa da integridade dos árbitros, negando qualquer tipo de influência política na FIFA, isto depois da polémica que envolve Donald Trump e ainda Gianni Infantino, a propósito da despenalização de Folarian Balogun, que permitiu que o extremo dos Estados Unidos da América participasse no jogo dos oitavos de final do Campeonato do Mundo diante da Suíça - e do qual os norte-americanos saíram derrotados.

"Com um número tão elevado de jogos disputados num período de tempo relativamente curto, é normal que algumas coisas não corram como esperado. Quando isso acontece, os árbitros estão prontos para trabalhar ainda mais arduamente, de modo a garantir que estão totalmente preparados para o próximo jogo. É claro que a discussão construtiva sobre as decisões fará sempre parte do futebol, mas as alegações infundadas não têm lugar no nosso desporto. Ninguém pode questionar a integridade dos árbitros do Campeonato do Mundo. Quando isso acontece, pode provocar reações que levem a ameaças contra eles e as suas famílias. Isso não está certo", começou por dizer o antigo árbitro italiano.

"Da mesma forma, ninguém pode alegar que a Comissão de Arbitragem da FIFA possa ser influenciada por alguém, nem mesmo pelo Presidente da FIFA [Gianni Infantino]. Ele sempre demonstrou o seu total apoio à 'Equipa Um' da FIFA, confiando em nós para trabalharmos com total independência. Os árbitros tomam decisões honestas e, tal como os jogadores e os treinadores, tentam sempre dar o seu melhor", prosseguiu.

Sobre os lances que geraram protestos no duelo entre a Argentina e o Egito, Collina deixou as suas explicações.

"Normalmente, durante uma competição, preferimos não nos concentrar em incidentes específicos. No entanto, uma vez que esclarecemos recentemente o que os árbitros devem ter em conta quando os jogadores de ataque tentam impedir o guarda-redes adversário de se movimentar e de defender a baliza, quisemos também esclarecer outro tema que tem suscitado debate. Após cada golo marcado, o VAR analisa a fase de posse de bola do ataque (APP). Se for identificada uma falta na construção da jogada e se considerar que esta teve impacto no golo, o VAR recomendará uma revisão em campo. Não existe um limite definido no que diz respeito à distância em relação à baliza ou ao intervalo de tempo entre o incidente e o golo", prosseguiu o antigo juiz.

"Um exemplo disso ocorreu no jogo entre a Argentina e o Egito, em que o jogador do Egito, Marwan Attia, pisa claramente no pé do jogador da Argentina, Lisandro Martínez. Acreditamos que uma falta é uma falta. Independentemente de a falta parecer 'óbvia', se o árbitro não a tiver visto em campo, o VAR pode intervir. Da mesma forma, se não for identificada qualquer falta na jogada que antecedeu o golo, o VAR informará o árbitro em conformidade. Pisar o pé de um adversário é uma falta, ao passo que um defesa que toque primeiro na bola e depois faça um contacto normal de futebol não cometeu falta", vincou

"Mais uma vez, um exemplo disso ocorreu no final do mesmo jogo. O árbitro e o VAR consideraram que se tratava de um contacto normal de futebol entre Mohamed Salah e o n.º 10 da Argentina, Julián Álvarez. É claro que haverá sempre um elemento de subjetividade em algumas decisões, mas estamos satisfeitos com a forma como este princípio tem sido aplicado ao longo do torneio", finalizou.

Enviar um comentário

0 Comentários

Enviar um comentário (0)

#buttons=(Ok, Go it!) #days=(20)

Our website uses cookies to enhance your experience. Check Now
Ok, Go it!