A renovação do contrato de Eduardo Quaresma chegou a ser dada como garantida, mas, de acordo com informações recolhidas pelo Desporto ao Minuto, o processo encontra-se, neste momento, totalmente 'congelado', não tendo conhecido qualquer tipo de desenvolvimento nas semanas mais recentes.
O vínculo com o Sporting permanece válido até junho de 2028, e a vontade de ambas as partes passa por prolongá-lo. No entanto, o facto de a direção liderada por Frederico Varandas ter virado todas as atenções para a aquisição de reforços para o plantel às ordens de Rui Borges levou a uma estagnação no diálogo entre ambas as partes.
Isto não significa que o 'casamento' entre o jogador de 24 anos de idade e o clube no qual completou formação não seja, efetivamente, para prolongar. Ainda assim, o dossiê dificilmente vai ser dado por encerrado tão depressa quanto se esperava, podendo mesmo vir a 'arrastar-se' durante mais algumas semanas.
Aliás, a intenção dos vice-campeões nacionais não mudou, e passa por recompensar o internacional sub-21 português com um contrato válido por mais um ou dois anos, refletindo a preponderância que adquiriu no balneário com um aumento salarial relativamente aos cerca de 500 mil euros líquidos que aufere por época.
Já a cláusula de rescisão - que, aquando da última renovação, em maio de 2025, 'disparou' dos 45 para os 80 milhões de euros - não deverá sofrer qualquer tipo de alteração, mantendo-se entre as mais elevadas do plantel verde e branco, em concordância com o potencial que a estrutura lhe reconhece.
Eduardo Quaresma é das poucas certezas na defesa do Sporting
Natural do Barreiro, Eduardo Quaresma deu os primeiros passos no mundo do futebol ao serviço do Fabril, tendo-se mudando para o Sporting em 2011, quando tinha apenas nove anos de idade. Desde então, subiu a pulso pelos escalões de formação, tendo-se estreado pela equipa principal a 4 de junho de 2020, pela mão de Ruben Amorim.
O treinador português desde cedo reconheceu potencial no defesa-central, e não hesitou em lançá-lo como titular, em pleno Estádio D. Afonso Henriques, num encontro que culminou num empate a duas bolas com o Vitória SC. O potencial estava lá, mas a afirmação ao mais alto nível esteve longe de ser tranquila.
No ano seguinte, a jovem promessa foi emprestada ao Tondela, e, na outra, ao Hoffenheim, onde viveu uma época 'para esquecer', onde somou apenas quatro jogos. Ainda assim, recusou 'atirar a toalha ao chão', voltou a 'casa' e, aos poucos, foi cimentando o seu estatuto junto do plantel principal do Sporting.
Aliás, na já findada temporada desportiva de 2025/26, apresentou os melhores números da carreira, somando dois golos e três assistências ao cabo de 31 jogos oficiais. Pelo meio, chegou, inclusive, a envergar a braçadeira de capitão, num sinal claro da importância que lhe é atribuída por Rui Borges (e não só).
Para 2026/27, apresenta-se como uma das únicas certezas do centro da defesa leonina, visto que Gonçalo Inácio, Ousmane Diomande e Zeno Debast têm interessados... e vão ao Campeonato do Mundo, que pode funcionar como uma 'montra' que lhe abra os horizonte para uma saída para outros palcos.
