Depois de assinar os dois golos da vitória sobre a Áustria, por 2-0, apurar Argentina para os 16avos de final do Campeonato do Mundo e tornar-se no maior goleador da história da competição (com 18 tentos, mais dois do que o alemão Miroslav Klose e o francês Kylian Mbappé), Lionel Messi só pensa em... ser "feliz".
Numa extensa entrevista concedida à edição desta terça-feira do jornal albiceleste Olé, o avançado mostrou-se "satisfeito" para com o facto de ter ajudado a seleção nacional a conquistar seis pontos em seis possíveis, no arranque da fase de grupos, e desvalorizou o facto de ter batido (mais) um recorde individual.
"Nada. Estou feliz, como já disse. O importante é que a equipa ganhou um jogo complicadíssimo, onde eles foram fisicamente duros, muito intensos, e, em certos momentos, custou-nos ter a bola, devido a essa intensidade que eles colocaram, num jogo que tínhamos de jogar desta maneira, e seguimos em frente", começou por afirmar.
Questionado sobre o futuro, numa altura em que está a meros dias de festejar o 39.º aniversário, La Pulga retorquiu: "A verdade é que eu não jogo a pensar na idade que tenho, mas sim em como me sinto fisicamente. Sinto-me bem fisicamente, sinto-me feliz e tenho vontade de continuar a tentar acrescentar coisas ao grupo".
"Eu tento dar sempre 100% de mim, o máximo, sem pensar na idade. Certamente, nalgum momento, o corpo irá explodir e dizer que já chega, mas, por enquanto, continuo a desfrutar e a jogar, que é aquilo de que eu mais gosto, tentando estar sempre ao melhor nível possível", acrescentou.
"O Mundial que Deus me deu já basta"
Desafiado a revelar qual será o desejo que irá pedir, quando soprar as velas, na quinta-feira, Lionel Messi disse não ter nada em mente, nem mesmo... um segundo Campeonato do Mundo, depois daquele que o próprio conquistou com a camisola da seleção argentina, em 2022, no Qatar.
"A verdade é que já seria pedir demasiado. O que Deus me deu já basta. O que me toca, agora, é desfrutar, tentar fazer como fizemos sempre. Como já disse, este grupo compete contra seja qual for o rival, e vai tentar, uma vez mais, competir, passo a passo, como fizemos sempre, pensando sempre no adversário seguinte e sem ir muito mais além", apontou.
"A verdade é que eu não posso pedir mais nada, graças a Deus, como disse várias vezes. Ele deu-me tudo a nível desportivo, e a única coisa que posso pedir é saúde para mim, para a minha família e para as pessoas que estiveram sempre próximas de mim, para que possamos continuar a desfrutar de todos estes momentos", prosseguiu.
"Este é um grupo que, há muitos anos, tem vindo a dar alegrias às pessoas, e continua a estar à altura, em cada competição, em cada jogo que compete como se fosse o primeiro, seja qual for o adversário, e, sobretudo, podendo continuar a desfrutar de poder estar cá", completou o internacional argentino.
