A cláusula de opção de compra prevista no acordo de empréstimo com o Manchester United por Marcus Rashford, cifrada em 30 milhões de euros, termina dentro de menos de um mês, mas, até ao momento, o Barcelona ainda não deu qualquer tipo de indicação de que estará incliná-lo em ativá-la.
O jornal britânico Mirror escreve, esta terça-feira, que a direção liderada por Joan Laporta 'apertou o cinto', depois de ter investido 70 milhões de euros (verba que pode vir a ascender aos 80 milhões de euros, mediante o cumprimento de objetivos) na aquisição de Anthony Gordon ao Newcastle, pelo que estará a procurar convencer os red devils a renegociar.
Estes, no entanto, estão fartos de esperar, e já terão feito saber que não aceitam, nem vendê-lo por um valor inferior, nem prolongar a atual cedência, por muito que temam que este processo venha a 'arrastar-se' quase até ao final do Campeonato do Mundo, o que complicaria o planeamento da próxima temporada desportiva de 2026/27.
Uma situação que estará a levar ao limite a paciência da histórica formação sediada em Old Trafford, ao ponto de esta já ter, alegadamente, ameaçado os recém-sagrados bicampeões nacionais em virar-lhes as costas e venderem o internacional inglês a um outro clube, como forma de retaliação.
Esta circunstância já terá, inclusive, despertado a atenção de vários emblemas ingleses, entre eles Arsenal, Chelsea, Newcastle e Tottenham. No entanto, o Manchester United 'torce o nariz' à possibilidade de reforçar um dos principais rivais, ao mesmo tempo que o próprio avançado não se sente atraído por magpies e spurs.
Regresso de Rashford ao Manchester United é 'carta fora do baralho'
Para já, acrescenta a mesma publicação, o Manchester United não tem qualquer tipo de intenção de reintegrar Marcus Rashford no plantel principal, ainda que este tenha assinado, no Barcelona, aquela que foi uma das épocas mais produtivas de toda a carreira, com 14 golos e outras tantas assistências ao cabo de 49 jogos oficiais.
A relação entre clube e jogador está danificada, por conta de uma série de questões de indisciplina que atingiram o ponto máximo ainda durante o 'reinado' do treinador português Ruben Amorim, motivo pelo qual foi emprestado, primeiro, ao Aston Villa (em janeiro de 2025), e, depois, aos catalães (em julho do mesmo ano).
Há, ainda, que ter em conta que o internacional inglês é um dos mais bem pagos dos quadros dos red devils, com um ordenado de cerca de 325 mil libras (376 mil euros) por semana, valor que os próprios pretendem libertar para reforçar o plantel que Michael Carrick terá ao dispor, na época que se avizinha.
O próprio avançado, por seu lado, tem vindo a manter a forma junto do Inter Miami (a equipa de Lionel Messi e companhia), com o objetivo de chegar nas melhores condições possíveis ao Campeonato do Mundo, depois de ter sido um dos principais destaques da lista de convocados do selecionador de Inglaterra, o alemão Thomas Tuchel.
