Diego Lugano, 'lenda viva' do Uruguai, fala de "uma energia favorável" a Portugal, no Campeonato do Mundo, graças a Cristiano Ronaldo, numa situação que compara àquela que viveu a Argentina, com Lionel Messi, em 2022.
É já no próximo dia 11 de junho, quinta-feira, pelas 20h00 (hora de Portugal Continental), que México e África do Sul vão dar o tão aguardado 'tiro de partida' para o Campeonato do Mundo, no Estadio da Azteca, na Cidade do México, e, a pouco mais de uma semana de distância, há quem já especule com a influência de terceiros.
É o caso de Diego Lugano, antigo internacional uruguaio que se destacou ao serviço de clubes como Paris Saint-Germain, Fenerbahçe ou São Paulo, e que, esta terça-feira, em declarações prestadas no programa 'SportsCenter', emitido pela estação televisiva brasileira ESPN, deu a entender que poderá haver uma tendência de beneficiar... Portugal, na América do Norte.
Questionado sobre quais são, na sua opinião, as principais favoritas a erguer o troféu mais desejado do futebol planetário, o ex-defesa-central (atualmente, com 45 anos de idade) não hesitou em responder: "França, Espanha e Portugal, porque o Cristiano [Ronaldo] vai ter os penáltis a seu favor, como teve [Lionel] Messi, no Qatar. É a realidade".
"Vai haver uma energia favorável, para não gerar polémica", acrescentou o agora comentador desportivo, que conta, no currículo, com uma curta experiência enquanto diretor desportivo, entre 2017 e 2019, no São Paulo, clube que já representara, enquanto jogador, em 219 jogos oficiais, disputados entre 2003 e 2006, e entre 2016 e 2017.
"Acho que o Brasil - e já se falou muito - é a equipa sul-americana que tem mais expetativas para chegar longe, e vai de menos a mais. Sem dúvida, sem dúvida", completou.
Afinal, o que se passou no Qatar com Messi?
Quando falou no Qatar, Diego Lugano referia-se, claro está, à caminhada da Argentina rumo à conquista do Campeonato do Mundo, em 2022, para a qual Lionel Messi contribuiu de sobremaneira, de tal maneira que foi mesmo o segundo melhor marcador da competição, com sete golos, menos um do que Kylian Mbappé, de França.
Feitas as contas, La Pulga beneficiou de um total de cinco penalidades, das quais converteu quatro, na derrota inaugural, contra a Arábia Saudita (por 1-2), e nas vitórias sobre Austrália (por 2-1), Países Baixos (no desempate por penáltis), Croácia (por 3-0) e França (na final, também através do 'tira-teimas' a partir da marca dos 11 metros).
A única oportunidade desperdiçada pela agora estrela do Inter Miami surgiu a 20 de novembro, no Stadium 974, em Doha, quando atirou um castigo máximo para as mãos de Wojciech Szczesny, no triunfo alcançado sobre a Polónia, por 2-0, em jogo a contar para a terceira e última jornada da fase de grupos.
Portugal, por seu lado, desfrutou de apenas duas grandes penalidades, ambas marcadas com sucesso. A primeira na vitória sobre o Gana, por 3-2 (por Cristiano Ronaldo) e a segunda no triunfo sobre o Uruguai, por 2-0 (por Bruno Fernandes), num trajeto que chegou ao fim nos quartos de final, por conta do desaire registado perante Marrocos, no Al Thumama Stadium, em Doha, por 1-0.
