Sidny Lopes Cabral chegou, ao final da manhã desta quarta-feira, a Istambul, para selar a saída do Benfica rumo ao Trabzonspor, que, tal como foi prontamente noticiado pelo Desporto ao Minuto, irá originar um encaixe financeiro na ordem dos dez milhões de euros, mais bónus dependentes do cumprimento de objetivos.
A estação televisiva turca 61saat publicou, nas redes sociais, uma fotografia que mostra o internacional cabo-verdiano no aeroporto local. O próximo passo será levar a cabo os tradicionais exames médicos, e, salvo um volte-face, assinar o contrato que ditará o 'adeus' ao Estádio da Luz, ao qual chegou há menos de meio ano, proveniente do Estrela da Amadora.
Na altura, recorde-se, a direção liderada por Rui Costa desembolsou qualquer coisa como seis milhões de euros (verba que poderia ascender aos 2,5 milhões de euros, mediante o cumprimento de objetivos) pelo passe do jogador de 23 anos de idade, comprometendo-se, ainda, a canalizar 10% de uma futura venda para os cofres dos tricolores.
Significa isto que, a consumar-se esta saída, a título definitivo, o conjunto da Reboleira irá encaixar mais um milhão de euros. Isto, menos de uma semana depois de ter sido alvo de uma queixa junto da comissão de licenciamento para as competições profissionais na temporada desportiva de 2026/27, por alegado incumprimento financeiro.
O clube é acusado de manter dívidas com outros clubes, jogadores e com a própria Autoridade Tributária e Aduaneira, algo que, a comprovar-se, poderá mesmo vir a colocar em causa a participação na I Liga, algo que terá chamado a atenção de clubes como Tondela ou Paços de Ferreira, que poderiam sair beneficiados desta situação.
A 'tímida' passagem de Sidny Lopes Cabral pelo Benfica
Sidny Lopes Cabral foi a primeira 'cara nova' com que José Mourinho (que fora contratado para fazer face à demissão de Bruno Lage, em outubro) pôde contar, no Benfica, depois de ter dado nas vistas ao serviço do Estrela da Amadora, com cinco golos e três assistências ao cabo de 16 jogos disputados na primeira metade da época.
Capaz de atuar em toda a ala esquerda do campo, o internacional cabo-verdiano não demorou a conquistar o seu espaço nas contas do Special One, e, logo na estreia de águia ao peito, em zonas mais adiantadas, assistiu para o golo de Vangelis Pavlidis que deu por encerrada a vitória conquistada na receção ao Estoril, por 3-1.
Nas 11 partidas que se seguiram, acabaria por marcar um tento e dar outros dois a marcar. No entanto, a sua utilização caiu a pique, depois de 25 de fevereiro, quando pediu a camisola a Vinícius Júnior, após a segunda mão do playoff da Liga dos Campeões, apesar de, na primeira, o brasileiro ter acusado o seu companheiro de equipa, Gianluca Prestianni, de racismo.
Desde então, o polivalente só foi utilizado em mais um duelo (entrou para o lugar de Georgyi Sudakov, aos 76 minutos do categórico triunfo alcançado sobre o Vitória SC, no Estádio da Luz, por 3-0). Agora, vai fechar a saída para o Trabzonspor, antes de virar todas as atenções para o Campeonato do Mundo, onde atuará em representação de Cabo Verde.
