A escassas horas do arranque do Campeonato Nacional de Futebol, persistem dúvidas quanto à presença dos árbitros nos jogos da primeira jornada do Moçambola 2026, cujo pontapé de saída foi reagendado para o dia 2 de Maio. Os “homens do apito” mantêm-se firmes na exigência do pagamento de valores em atraso por parte da Liga Moçambicana de Futebol (LMF). Mais de seis meses após o término abrupto da época passada, os árbitros continuam à espera que os montantes sejam liquidados. Caso isso não aconteça, reforçam a decisão de não comparecer nos campos.
Em causa está uma dívida estimada em cerca de seis milhões de meticais, referente aos serviços prestados pelos árbitros de “elite” durante a segunda volta da época 2025. Perante este cenário, os juízes ameaçam não assegurar a arbitragem da edição de 2026 da competição.
A situação foi abordada numa reunião realizada esta tarde entre o Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, a Federação Moçambicana de Futebol, a Liga Moçambicana de Futebol (representada pelo seu presidente, Alberto Simango Júnior) e os representantes dos 14 clubes participantes.
Na ocasião, a LMF garantiu aos presentes que existe um acordo com os árbitros para a regularização da dívida, de modo a viabilizar a sua presença nos jogos desta época.
No entanto, o LanceMZ apurou, junto de uma fonte ligada à arbitragem, que não há qualquer acordo firmado. Assim, os árbitros reiteram a sua posição: não irão aos campos enquanto a dívida não for saldada antes do arranque do Moçambola 2026.
Por outro lado, para evitar novas situações de incumprimento, os árbitros exigem garantias de pagamento dos subsídios a cada jornada como condição para assegurar a sua presença nos jogos. (LANCEMZ)
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